Moçambique quer melhorar comunicação após alertas de eventos climáticos

“Sabemos nós que nem sempre o aviso, a informação que o Inam dissemina, chega até ao consumidor final. Nós queremos é colocar esta atividade a ser efetiva, que essa informação chegue”, disse o diretor-geral do Inam, Adérito Aramuge, no lançamento da ‘ActionFirst’, em Maputo.

Segundo o responsável, trata-se de uma iniciativa que visa produzir informação climática conjunta entre o Inam, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e outras entidades que sofrem diretamente com o impacto dos eventos climáticos, referindo que o objetivo é que a mesma seja relevante na tomada de decisões, evitando maiores danos para as populações.

A primeira fase deste projeto, que vai ser igualmente implementado nos países vizinhos Zimbabué e Maláui, será o levantamento junto das comunidades e identificação de necessidades para resolver a falta de conetividade entre o aviso prévio e a ação para salvar vidas e bens, sendo que para Moçambique, esta fase, a terminar em setembro, é financiada em 120 mil libras (138.531 euros) pelo Reino Unido.

“Fazer-se o levantamento das necessidades ao nível de todo o país, de como eliminar esta brecha de comunicação para as comunidades (…) A informação que for sendo colhida a partir das comunidades, esta sim é que vai ser compilada e desenhado um projeto que não sabemos quanto é que vai custar. Isso vai depender das necessidades de levantamento que vai ser feito nesta primeira fase”, explicou o diretor-geral do Inam.

Com esta iniciativa, o instituto quer fazer a informação sobre a meteorologia, sobretudo em situações de eventos extremos, chegar mais rápido e ser de fácil compreensão para facilitar a tomada de decisões.

“Por mais que nós elaboremos uma previsão correta, ela é emitida a tempo e horas, se o consumidor final não toma ação, então teremos feito um trabalho inválido para salvar vidas. É preciso que o consumidor final esteja ciente da necessidade de transformar a informação meteorológica em ação. Se nós dissemos que há necessidade de evacuar, se há um perigo de evento extremo, então o consumidor final deve ter a capacidade de transformar esta informação em ação”, explicou Aramuge.

A secretária permanente do Ministério das Comunicações e Transformação Digital, Nilsa Miquidade, voltou a frisar no lançamento da iniciativa que Moçambique é um país suscetível a eventos climáticos extremos dada a sua localização, indicando que a iniciativa ‘ActionFirst’ vai ajudar a travar danos.

“Estes contextos de risco geograficamente diversos destacam a necessidade de sistemas de alerta amplamente adaptados localmente, baseados em impactos e orientados para a ação. Apesar dos progressos na monitoria de perigos e na previsão, permanecem desafios importantes na tradução de previsões técnicas em avisos prévios acionáveis baseados em impactos, medidas de preparação em tempo útil”, disse a governante.

Para a responsável, as informações meteorológicas atualmente divulgadas são de difícil compreensão para as comunidades em risco, limitando a capacidade do INGD de agir cedo e reduzir impacto, indicando que a iniciativa ‘ActionFirst’ vai ajudar a resolver o problema de comunicação.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O número de mortos na última época das chuvas em Moçambique ascendeu a 311, com 1,07 milhões de pessoas afetadas desde outubro, segundo a última atualização do INGD.

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