A força nos golpes, principalmente na direita, a personalidade e o carisma são algumas das características do primeiro brasileiro campeão juvenil de Roland Garros, Luis ‘Guto’ Miguel, de 17 anos. Tais atributos também são vistos em João Fonseca, de 19, número 1 do país entre os profissionais e 30º do mundo.
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Aliás, a trajetória do novo líder do ranking mundial juvenil também tem outras semelhanças à do tenista nascido no Rio de Janeiro. Em 2023, João Fonseca se tornou o terceiro brasileiro a vencer um Grand Slam da modalidade, no US Open. Antes dele, apenas o alagono Tiago Fernandes (em 2010, no Ausralian Open) e o paranaense Thiago Wild (em 2018, no US Open) haviam protagonizado tal feito. E Guto é o quarto.
Neste sábado, ao erguer o troféu em Paris, o campeão falou da inspiração no pupilo do técnico Guilherme Teixeira:
– Quando era pequeno, assistia sempre aos jogos do Djokovic. Hoje, claro, sou um grande fã do João Fonseca. É incrível o que ele está fazendo. O Brasil tem uma grande história aqui em Roland Garros. Teve o Guga, o João Fonseca marcou esta semana (primeiras quartas de final do país em Slam, no masculino, desde 2004) e eu pude contribuir um pouco para o Brasil. Acho que estamos vivendo um bom momento novamente e todos os jogadores estão crescendo juntos.
Tal como Guto, João Fonseca foi, em 2023, número 1 do mundo juvenil. Entre os tenistas do país, Fernandes foi o primeiro a alcançar tal posto.
Guto e João Fonseca treinaram juntos ano passado
Em abril do ano passado, Guto foi ao Rio de Janeiro treinar com João Fonseca. O encontro aconteceu na Yes Tennis, onde o carioca se prepara para o circuito mundial.
Guto, em outubro, foi uma das estrelas do Sauípe Open, torneio Challenger na Bahia, e, bastante assediado pela torcida, retribuiu o carinho, não economizando nos autógrafos e selfies com os fãs.
Campeão nas duplas, com o compatriota Eduardo Ribeiro, ganhou convite para a chave principal de simples na Bahia. Na ocasião, então número 1734 do mundo, o jovem goiano, então aos 16 anos, chegou a abrir 5/3 contra o experiente argentino Andrea Collarini (285º), mas sofreu a virada por 6/7, 7/5 e 6/2.
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