Moçambique quer experiência do Uganda para travar terrorismo

Em declarações aos jornalistas no quadro da tomada de posse de Yoweri Museveni, reeleito presidente do Uganda, Daniel Chapo recordou que aquele país tem experiência no combate ao terrorismo, referindo que Museveni também “conhece profundamente” a província de Cabo Delgado, onde recebeu instrução militar.

“Achamos que a experiência dele como pessoa, e conhece sobretudo Montepuez [distrito da província de Cabo Delgado, alvo de ataques terroristas], o centro de treino que existe até hoje onde ele foi treinado, e também sabem muito bem que Uganda tem uma experiência muito grande de combate ao terrorismo (…). Uganda é um país que vale a pena contar com ele ao nível do continente africano para o combate ao terrorismo que estamos a enfrentar na província de Cabo Delgado”, disse Daniel Chapo.  

O Presidente moçambicano destacou uma “relação histórica” com o Uganda, indicando que Moçambique agora quer também estreitar as relações de cooperação económica com aquele país africano.

“O objetivo é reforçarmos cada vez mais as relações de amizade e cooperação entre os dois países, e sobretudo porque as nossas relações históricas devem ser cada vez mais consolidadas para o desenvolvimento económico que nós pretendemos, para criar melhores condições de vida para o povo moçambicano [e] consolidar-se cada vez mais estas relações”, disse o chefe do Estado moçambicano.

Cabo Delgado, rica em gás, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

O Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, no poder desde 1986, tomou hoje posse para um sétimo mandato de cinco anos, após vencer as eleições de 15 de janeiro que a oposição classificou de fraudulentas.

Museveni obteve 71,65% dos votos, no meio de acusações de fraude por parte do principal rival, o músico e opositor Bobi Wine, de 44 anos, que ficou em segundo lugar, com 24,72% dos votos.

Museveni chegou ao poder em 1986 depois de liderar uma guerrilha que derrubou o antecessor, Tito Okello, pondo fim a um ciclo de duas décadas de instabilidade política.

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