A informação foi avançada pela diretora nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis no Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Felisbela Cunhete, à margem do XI Conselho Coordenador daquele Ministério.
“Temos um plano já estruturado para massificar o uso do gás natural no nosso país, uma vez que é um recurso que nós temos”, disse Felisbela Cunhete, em declarações a jornalistas, acrescentando que a medida poderá contribuir para reduzir a fatura de importação de combustíveis.
Entre as medidas em análise está a redução da carga fiscal sobre a importação de equipamentos de conversão de viaturas para GNV, bem como de equipamentos destinados à instalação de unidades de abastecimento.
O plano prevê ainda medidas para reduzir os custos de conversão dos veículos, incluindo a importação de compressores e outros equipamentos necessários à expansão da rede de abastecimento de GNV, segundo a responsável.
“Estamos a falar da possibilidade de se reduzir a carga fiscal, incentivos fiscais, portanto, na importação desses equipamentos de conversão”, disse Cunhete, indicando que o programa será discutido no Conselho Coordenador.
A aposta no gás veicular surge num ano marcado por fortes pressões sobre o mercado dos combustíveis, depois do preço do gasóleo ter subido em 07 de maio 45,5% e o da gasolina 12,1% por litro, com o Governo a justificar a revisão em alta dos combustíveis com os preços praticados a nível internacional.
Um litro de gasolina passou a custar 93,69 meticais (1,23 euros), face aos anteriores 83,57 meticais (1,10 euros), enquanto o gasóleo passou de 79,88 meticais (1,06 euros) para 116,25 meticais (1,54 euros). O gás de cozinha subiu de 86,05 meticais (1,14 euros) para 87,82 meticais (1,15 euros) por quilograma e o gás natural veicular de 41,11 meticais (0,54 cêntimos de euros) para 52,73 meticais (0,69 cêntimos) por litro.
Entre abril e maio, a escassez de gasolina e gasóleo provocou filas de dezenas de viaturas e levou ao reforço da presença da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da polícia em postos de abastecimento que dispunham de combustível, para garantir a segurança e controlar a afluência de automobilistas, motociclistas e consumidores munidos de recipientes.
Este mês o Governo aprovou um mecanismo de emergência para mobilizar até 50 milhões de dólares (43,1 milhões de euros) pela petrolífera estatal Petromoc para garantir a importação de combustíveis e o abastecimento nacional em situações de crise.
Em 11 de maio, o Presidente moçambicano Daniel Chapo anunciou que Moçambique vai lançar este ano um Programa Nacional de Massificação de Gás Veicular, ao entregar mais de 190 novos autocarros movidos a gás, garantindo que esse recurso, moçambicano, já muda a vida do povo.
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