“Para o corrente ano de 2026, temos disponível um orçamento de cerca de 23 milhões de dólares [19,9 milhões de euros] para apoiar a continuidade das operações e do desenvolvimento dos quatro parques, nomeadamente Parque do Maputo, do Banhine, do Limpopo e do Zinave, incluindo as áreas de conectividade ecológica na área transfronteiriça do Grande Limpopo”, disse hoje Bartolomeu Soto, gestor regional para a região sul da Peace Parks Foundation em Moçambique, na província de Gaza, no sul do país.
Segundo o responsável, parte dos investimentos destina-se ao Parque Nacional do Banhine, em Gaza, onde decorrem ações de reforço da fauna bravia e de melhoria das infraestruturas de gestão.
“Nos próximos dois anos, pretendemos continuar a investir em infraestruturas no Parque Nacional do Banhine, num valor de cerca de 500 mil dólares [433,6 mil euros]. Queremos expandir a sede do parque, aproximando as equipas das áreas onde a presença é mais necessária”, afirmou.
Soto acrescentou que a fundação espera avanços no processo de revisão e aprovação do regulamento de gestão colaborativa da área de conservação, defendendo uma administração “cada vez mais forte, profissional e sustentável”.
O dirigente destacou ainda a recente transferência de animais do Parque Nacional de Maputo para o Parque Nacional do Banhine, no âmbito dos esforços de repovoamento da fauna.
“Pela primeira vez, 418 animais foram translocados do Parque Nacional do Maputo para o Parque do Banhine. Vieram impalas, zebras, bois-cavalos”, disse, acrescentando que está prevista para este ano a introdução das primeiras 20 girafas naquela área de conservação.
A Peace Parks Foundation, fundada em 1997, entre outros, pelo então presidente sul-africano Nelson Mandela, defende a reintrodução dos rinocerontes no Zinave como um marco importante na região para proteger a espécie, que tem estado na mira de caçadores.
Moçambique conta com 12 parques nacionais e áreas protegidas, e tem 5.500 espécies de flora e 4.271 espécies de vida selvagem terrestre.
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