“Os observadores da missão de longo prazo acompanharão todas as etapas essenciais do processo eleitoral”, anunciou a CEDEAO, em comunicado.
Numa reunião prévia, na Praia, em março, a organização considerou o país “exemplar, quando se trata de eleições”, sublinhando o histórico de estabilidade política, mas apontou para desafios quanto à mobilização da diáspora e à logística no arquipélago.
A CEDEAO vai instalar uma sala de acompanhamento contínuo da evolução do processo a nível nacional, com a emissão de relatórios diários, detalhou.
No âmbito desta missão, parte dos observadores já se encontra no país, e a restante deverá chegar de forma faseada, sendo distribuídos por todas as ilhas.
O primeiro-ministro e presidente do Movimento para a Democracia (MpD), Ulisses Correia e Silva, no cargo desde 2016, candidata-se a um terceiro mandato consecutivo, enquanto o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), principal força da oposição, apresenta o seu presidente e autarca da capital, Francisco Carvalho, para tentar voltar ao poder.
Os dois partidos têm governado o país desde as primeiras eleições livres, em 1991, e ocupam atualmente o parlamento com 38 deputados do MpD e 30 do PAICV, cabendo ainda quatro à União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), que ambiciona ter um papel relevante num eventual cenário sem maioria absoluta.
O Partido Popular (PP) e o Pessoas Trabalho e Solidariedade (PTS), fora do parlamento, concorrem ainda em busca de deputados em seis dos 13 círculos eleitorais.
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