Em comunicado, o Ministério da Saúde de Espanha anunciou que vai receber “o navio MV Hondius nas Ilhas Canárias em conformidade com o Direito Internacional e o espírito humanitário”.
O Governo pretende divulgar, posteriormente, “os detalhes deste protocolo assim que forem definidos pela OMS e pelo ECDC”.
A embarcação continua em Cabo Verde, ao largo da Cidade da Praia, “onde atracou após a deteção de um surto de infeção por hantavírus”.
Neste momento, o “Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) está a realizar uma inspeção minuciosa a bordo para determinar que pessoas necessitam de ser retiradas com urgência de Cabo Verde”.
“Os restantes passageiros seguirão para as Ilhas Canárias, onde a previsão é de chegada em três a quatro dias”, lê-se no comunicado do Ministério espanhol da Saúde, onde se acrescenta que ainda não foi definido o porto em que atracará o navio.
Quando estiverem nas Canárias, “a tripulação e os passageiros serão devidamente examinados, tratados e transferidos para seus respetivos países”. Processo que será gerido com base num protocolo “comum para rastreamento de casos e contactos, desenvolvido pela OMS e pelo ECDC, e incluirá todas as medidas de segurança necessárias”.
España acogerá la embarcación MV Hondius en las Islas Canarias en cumplimiento del Derecho Internacional y el espíritu humanitario. pic.twitter.com/V2Joo7CXgp
— Ministerio de Sanidad (@sanidadgob) May 5, 2026
De acordo com informações da OMS, “Cabo Verde não pode realizar esta operação” e, por isso, as Ilhas Canárias “são o local mais próximo com as capacidades necessárias”.
“A Espanha tem a obrigação moral e legal de prestar assistência a estas pessoas, entre as quais se encontram vários cidadãos espanhóis”.
O Governo espanhol aceitou também “um pedido formal do Governo dos Países Baixos para receber o médico do MV Hondius, que se encontra em estado grave e será transportado hoje para as Ilhas Canárias num avião-hospital”.
O barco fundeou no domingo, na capital cabo-verdiana, recebendo assistência por pessoal médico com fatos de proteção e sem nenhum desembarque, como medidas de precaução, numa operação articulada a nível internacional.
O navio, com 149 pessoas (88 passageiros) de 23 nacionalidades fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, de onde saiu a 20 de março, e as ilhas Canárias, com paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem.
Segundo a OMS, os relatos de doença a bordo foram recebidos entre 06 e 28 de abril, sobretudo febre e sintomas gastrointestinais, com rápida progressão para pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque.
A OMS avalia atualmente como baixo o risco para a população global decorrente deste surto e diz que continuará a monitorizar a situação epidemiológica e a atualizar a avaliação de risco.
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