São Tomé e Príncipe – O cancelamento de uma homenagem à poetisa são-tomense Alda Espírito Santo desencadeou uma reacção do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe – Partido Social Democrata (MLSTP), que classifica o episódio como um desrespeito institucional e histórico. O partido exige desculpas públicas e a reposição do tributo com a dignidade devida a uma figura central da luta de libertação nacional.
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O MLSTP manifestou “profunda indignação” pelo cancelamento da homenagem prevista à poetisa e figura histórica Alda Espírito Santo, considerando o acto uma grave desconsideração para com uma personalidade incontornável da luta de libertação do país.
Em declarações públicas, a porta-voz do partido, Conceição Moreno, afirmou que o cancelamento, nas circunstâncias em que ocorreu, “constitui um episódio lamentável que não dignifica as instituições”. A dirigente sublinhou, ainda, que a decisão fere não apenas a memória da homenageada, mas também os valores históricos e culturais que ela representa.
Para o MLSTP, a ausência de uma explicação clara por parte das entidades organizadoras agrava a situação, sendo vista como um sinal de desrespeito institucional. O partido exige, por isso, um pedido formal de desculpas públicas dirigido à nação e aos convidados que marcaram presença no evento.
“O MLSTP reitera a sua indignação perante o sucedido e exige a apresentação de desculpas públicas à nação e a todos os convidados presentes”, reforçou Conceição Moreno, destacando a necessidade de responsabilização por parte das autoridades envolvidas.
Além do pedido de desculpas, os social-democratas defendem que a homenagem seja remarcada, garantindo-se a solenidade e a dignidade compatíveis com a importância histórica de Alda Espírito Santo.
Na óptica do partido, a poetisa transcende o papel cultural, sendo reconhecida como um verdadeiro pilar da luta pela independência e da afirmação das mulheres são-tomenses. “Alda Espírito Santo não é apenas um símbolo cultural: é um pilar de luta, de libertação, de afirmação das mulheres são-tomenses e da construção do Estado”, concluiu.
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