Nicolás Maduro adicionou à sua equipe de defesa uma advogada que representou o magnata do hip-hop Sean “Diddy” Combs, conforme mostram registros judiciais divulgados nesta quinta-feira (4).
O ex-ditador venezuelano se prepara para enfrentar as acusações de tráfico de drogas nos Estados Unidos. Maduro se declarou inocente das alegações de narcoterrorismo e tráfico de drogas. Ele está preso no Brooklyn aguardando o julgamento.
Anna Estevao, do escritório de advocacia Harris Trzaskoma, fez parte da equipe que conseguiu a absolvição de Combs das acusações de tráfico sexual e extorsão, que poderiam tê-lo levado à prisão perpétua.
“Diddy” foi considerado culpado de duas acusações menores relacionadas a prostituição e cumpre pena de 50 meses em uma penitenciária federal em Nova Jersey. Ele está recorrendo de suas condenações e de sua sentença.
Estevao foi adicionada à equipe de defesa do venezuelano dois dias depois de o escritório Harris Trzaskoma anunciar a contratação de Barry Pollack, advogado de defesa de Maduro baseado em Washington.
Pollack trabalhava anteriormente no escritório Harris St. Laurent.
Maduro deve comparecer ao tribunal federal em Manhattan em 30 de junho para uma audiência na qual seus advogados devem discutir as moções pré-julgamento que planejam apresentar para tentar obter a absolvição das acusações.
Pollack sinalizou que está preparado para contestar a legalidade do que chamou de sequestro de Maduro pelos militares dos EUA durante a operação em Caracas, em 3 de janeiro.
Um porta-voz do escritório do Procurador dos EUA em Manhattan, que apresentou as acusações contra Combs e Maduro, recusou-se a comentar.
Atuação de Anna Estevao no caso “Diddy”
No julgamento de “Diddy” Combs, Estevão interrogou a principal testemunha de acusação, Casandra Ventura, ex-namorada do artista.
Ventura acusou o fundador da Bad Boy Records de forçá-la a participar de performances sexuais degradantes.
Estevão mostrou aos jurados e-mails e mensagens de texto, algumas delas sexualmente explícitas, do início do relacionamento de Combs e Ventura, para tentar retratá-la como uma participante voluntária nas performances sob efeito de drogas.
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