Petista reclamou de maneira tácita de Flávio e da família Bolsonaro e também fez reprovação indireta a Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 4ª feira (3.jun.2026) que é um “imbecil” quem fomenta a aplicação de tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros para obter vantagem política nas eleições presidenciais. A declaração foi dada durante reunião ministerial no Palácio do Planalto.
Sem citar nomes, Lula fez referência a brasileiros que, segundo ele, estimulam atritos entre Brasília e Washington na expectativa de enfraquecer sua candidatura à reeleição. A fala foi dada no contexto da atuação do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto a integrantes do governo norte-americano.
“E mais ainda, o que é triste é que há brasileiros, que eu não vou citar o nome aqui, fomentando essa briga na perspectiva de que, se ele [Donald Trump] nos taxar, vai prejudicar uma candidatura para a Presidência da República. O que um imbecil desse não percebe é que quem é prejudicado é o povo, não o Lula”, afirmou o presidente.
Não ficou claro se o termo “imbecil” foi dirigido apenas aos aliados brasileiros que defendem sanções ao país ou se também fazia referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citado por Lula ao mencionar a possibilidade de novas tarifas.
Assista ao vídeo (1min52s):
“Pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura ou de levar vantagem é de uma grosseria”, afirmou Lula aos 38 ministros presentes.
O petista declarou que esse ato não teria outro nome senão “traição da pátria”.
“Que eu não posso encontrar outro nome, eu não sei dizer, em qualquer outro país do mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria. Isso seria chamado de traição da pátria. É o que se vê”.
REUNIÃO MINISTERIAL
O encontro desta 4ª feira (3.jun) foi a 1ª reunião ministerial ampliada realizada por Lula depois da reforma na articulação política do governo e da recente escalada da tensão comercial com os Estados Unidos. Além de tratar desse tema, o presidente cobrou dos ministros a aceleração de entregas e a coordenação das ações do governo.
Lula determinou que inaugurações e anúncios passem pela Casa Civil e reclamou da falta de comunicação entre ministérios e o Palácio do Planalto.
“É importante que a gente apronte tudo até o dia 3 de julho. […] É importante que a gente não saiba nada pelos jornais”, declarou o presidente ao pedir maior alinhamento entre os integrantes da Esplanada.
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