Leão XIV homenageia 170 anos de evangelização na Guiné Equatorial, país predominantemente católico

O papa Leão XIV prestou homenagem hoje (22) aos missionários que trabalharam na Guiné Equatorial há 170 anos, dizendo aos católicos, que são a grande maioria da população do país, que o legado dos missionários “é uma história” que eles “nunca devem esquecer”.

Em sua homilia na basílica da Imaculada Conceição, em Mongomo, na Guiné Equatorial, o papa Leão XIV expressou sua gratidão aos sacerdotes, catequistas e fiéis leigos que, segundo ele, continuam dedicando suas vidas a serviço do Evangelho no país da África Central.

“Estou contente por poder celebrar convosco, dando graças ao Senhor pelos 170 anos de evangelização nestas terras da Guiné Equatorial”, disse o papa em sua homilia de hoje. “Trata-se de uma ocasião propícia para fazer memória de todo o bem que o Senhor realizou e, ao mesmo tempo, desejo expressar a minha gratidão a tantos missionários, missionárias, sacerdotes diocesanos, catequistas e fiéis leigos que gastaram a sua vida ao serviço do Evangelho”.

Ele disse que os ministros da Igreja na Guiné Equatorial acolheram “as expectativas, as interrogações e as feridas” do povo e iluminaram-nas com a palavra do Senhor, tornando-se eles próprios “um sinal do amor de Deus no meio de vós”.

Leão XIV agradeceu aos ministros da Igreja na Guiné Equatorial por suas vidas exemplares e pelo seu sacrifício, dizendo que eles trabalharam “não temendo sofrer pela sua fidelidade a Cristo”.

“É uma história que não podeis esquecer”, disse o papa. “Pois, por um lado, liga-vos à Igreja apostólica e universal que vos precede e, por outro, acompanhou-vos no processo de vos tornardes vós mesmos protagonistas no anúncio do Evangelho e no testemunho da fé”.

O papa Leão XIV iniciou seu segundo dia na Guiné Equatorial com uma missa celebrada em conjunto pelas dioceses de Mongomo, Bata e Ebeibeyin.

Em sua homilia, o papa desafiou os cristãos da Guiné Equatorial, onde os católicos são 88% da população, a “sentirem-se parte integrante” dos esforços contínuos de evangelização do país.

“Nessa perspectiva, sois chamados a continuar hoje o caminho traçado pelos missionários, pelos pastores e pelos leigos que vos precederam”, disse ele. “A todos e a cada um é exigido um empenho pessoal que envolva totalmente a vida, para que a fé, celebrada de forma tão festiva nas vossas comunidades e liturgias, alimente as vossas atividades caritativas e a responsabilidade em relação ao próximo, com vista à promoção do bem de todos”.

Leão XIV disse que o compromisso com a evangelização exige perseverança, esforço e, por vezes, sacrifício, mas é um “sinal de que somos verdadeiramente a Igreja de Cristo”.

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O papa elogiou o lema Cristo, luz da Guiné Equatorial rumo a um futuro de esperança, escolhido para a sua visita como apropriado. Falando sobre o lema, ele disse: “Talvez seja precisamente esta a maior fome de hoje: há fome de futuro, mas de um futuro habitado pela esperança, capaz de gerar uma nova justiça, capaz de dar frutos de paz e fraternidade”.

Ele disse aos cristãos da Guiné Equatorial que o futuro do seu país depende das escolhas deles e de seu compromisso partilhado em salvaguardar a vida e a dignidade de cada pessoa.

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“É necessário, portanto, que todos os batizados se sintam envolvidos na obra de evangelização, se tornem apóstolos da caridade e testemunhas de uma nova humanidade”, disse Leão XIV.

O papa expressou otimismo de que na Guiné Equatorial, um país que, segundo ele, é dotado de “grande riqueza natural”, haverá oportunidades para todos.

“Porque são tantas as riquezas naturais com que o Criador vos dotou, exorto-vos a colaborar para que elas possam ser uma bênção para todos”, disse ele.

“Que o Senhor vos ajude a tornar-vos cada vez mais uma sociedade em que cada um, de acordo com as suas diversas responsabilidades, trabalha ao serviço do bem comum e não de interesses particulares, superando as desigualdades entre privilegiados e desfavorecidos”, disse Leão XIV.

O papa rezou para que haja mais espaço para a liberdade e para a salvaguarda da dignidade da pessoa humana, dizendo: “Penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldades; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em condições higiénicas e sanitárias preocupantes”.

Leão XIV falou sobre a necessidade de os cristãos da Guiné Equatorial “assumirem o destino” do seu país e estarem prontos para dar testemunho com as suas vidas.

“Irmãos e irmãs, são necessários cristãos que tomem nas suas mãos o destino da Guiné Equatorial”, disse ele. “Por isso, gostaria de vos encorajar: não tenhais medo de anunciar e testemunhar o Evangelho! Sede vós os construtores de um futuro de esperança, de paz e de reconciliação, continuando a obra que os missionários iniciaram há 170 anos”.

O penúltimo dia do papa Leão XIV na Guiné Equatorial, último país que ele visita em sua primeira viagem à África, tem também uma visita à prisão de Bata e um encontro com jovens e famílias no estádio de Bata.

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