O Papa espera que uma semente de reconciliação germine na África

Na Audiência Geral, Leão XIV relembrou em sua catequese as quatro etapas — Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial — de sua recente viagem apostólica ao Continente Africano. Para agradecer ao Papa, por suas palavras no último domingo, 26 de abril, ao final do Regina Caeli, no 40º aniversário do acidente na usina nuclear de Chernobyl, uma delegação de mais de 45 “liquidadores” ucranianos.

Fabrizio Peloni – Vatican News

Ao ouvirem a catequese de Leão XIV, que repercorria as quatro etapas — Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial — de sua recente viagem apostólica ao Continente Africano, os padres Adolphe Ndouwe e Kouame Koffi Guy-Rodrigue, respectivamente vice-reitor e diácono do seminário do Pontifício Instituto para as Missões Exteriores (PIME), em Monza, mostraram com sorrisos radiantes e olhares comovidos, sua profunda ligação com as suas raízes. O padre Adolphe é originário de Camarões, embora esteja prestes a retornar a Bangladesh como missionário, e Guy-Rodrigue, marfinense, será ordenado sacerdote em junho, e sua terra de missão será a Guiné-Bissau.

As expectativas em relação à visita do Papa à África

“Esperamos que a visita do Papa e a mensagem de paz expressa em seus discursos tenham um impacto permanente de esperança e serenidade na vida política e social dos diversos países visitados e ajudem a erradicar o sofrimento e a corrupção, um mal endêmico em muitas partes do nosso continente”, disse o padre camaronês que acompanhou os sete diáconos do Seminário PIME à audiência — cinco indianos, um zambiano e um marfinense — que, uma vez ordenados, serão enviados ao México, à Índia e à Guiné-Bissau.

Nossa Senhora do Bom Conselho pela paz no Oriente Médio

Sentados bem ao lado deles, alguns presbíteros que estudam em Roma e costumam se reunir para rezar juntos pela paz no mundo e, em especial, pelo Oriente Médio, sua região de origem. Guiados até a Praça São Pedro pelo padre agostiniano descalço Harold Maurin Toledano e por Emiliano Eusepi, da Diocese de Grosseto, eles vêm do Líbano, do Iraque, da Turquia e da Síria. “Levam no coração os sofrimentos e as esperanças de suas Igrejas e de seus povos”, conta o padre Toledano, ressaltando que, ao final da Audiência Geral, viveram com o Pontífice um breve momento de oração pela paz, “pedindo a proteção da Nossa Senhora do Bom Conselho — mostrando uma cópia do ícone guardado no santuário, confiado aos padres agostinianos, de Genazzano, onde, em 10 de maio de 2025, Leão XIV fez sua primeira aparição pública após a eleição — sobre todo o Oriente Médio”.

Para que não haja outra Chernobyl

Para agradecer ao Papa por suas palavras no último domingo, 26 de abril, ao final do Regina Caeli, no 40º aniversário do acidente na usina nuclear de Chernobyl, esteve presente na Praça São Pedro uma delegação de mais de 45 “liquidadores” ucranianos — aqueles que, nos meses seguintes à tragédia, trabalharam para descontaminar o local da usina construindo um sarcófago para conter o reator explodido. Dentre eles estava o presidente da Associação Chernobyl-Fukushima, Andrii Kurchytskyi — na época piloto de helicóptero responsável pela construção da cúpula protetora — que usou as palavras do Papa para desejar um futuro em que “todo uso da energia atômica esteja a serviço da vida e da paz”.

Renascer da dor graças à fé

Quarenta mães e pais, feridos pela perda atroz de um filho, mas “renascidos da dor graças à fé”, participaram da Audiência Geral usando uma foto de “seu tesouro que voou para o céu”. Eles fazem parte do grupo “Mães como Maria” — ativo desde 2011 na Diocese de Sorrento-Castellammare di Stabia — e pediram ao Papa que estabeleça um Dia Mundial para os pais que viveram essa terrível experiência.

O Pontífice então cumprimentou Ghislaine Henenquart, que completou 102 anos em 5 de fevereiro e é filha de Edmond Cordier, reconhecido como um dos “Justos entre as Nações” em 2025.

Na manhã desta quarta-feira, o arcebispo Petar Rajič, nomeado prefeito da Casa Pontifícia em 30 de março, esteve presente à direita do Papa pela primeira vez durante a Audiência Geral.

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