Durante a viagem, adotou um estilo mais firme, distante da contenção exibida desde sua eleição em maio de 2025, atacando “aqueles que, em nome do lucro, continuam se apropriando do continente africano para explorá-lo e saqueá-lo”.
Na manhã desta quinta-feira, o papa celebrou uma missa diante de 30 mil fiéis no estádio de Malabo, antiga capital situada na ilha de Bioko, no golfo da Guiné, durante seu último dia nesse país de dois milhões de habitantes.
Durante o voo de retorno a Roma, onde aterrissou por volta das 19h20 locais (14h20 de Brasília), Leão XIV defendeu a decisão de manter relações diplomáticas com Estados que têm “dirigentes autoritários”.
A Santa Sé “continua, às vezes à custa de grandes sacrifícios, mantendo relações diplomáticas em todo o mundo”, explicou o papa norte-americano durante uma coletiva de imprensa a bordo do avião de volta a Roma desde a Guiné Equatorial.
“E às vezes temos relações diplomáticas com países que têm dirigentes autoritários”, reconheceu o sumo pontífice, ao ser questionado sobre o risco de que sua visita fosse instrumentalizada para legitimar o poder estabelecido.
A Santa Sé mantém relações diplomáticas com 184 Estados, dos quais aproximadamente a metade está representada por uma embaixada em Roma.
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