O investimento enquadra-se no projeto Câmbio, financiado pela Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS), que visa reforçar a capacidade de adaptação das populações e instituições locais às alterações climáticas e aos desastres naturais.
“O Câmbio visa reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação às alterações climáticas e aos desastres naturais das populações e das instituições locais e no reforço das capacidades locais”, disse o embaixador italiano em Moçambique, Gabriele Annis.
Segundo o diretor da AICS em Maputo, Fabio Strinati, o projeto abrange cidade de Pemba e a Ilha do Ibo, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, e a cidade da Beira, em Sofala, centro, com ações destinadas a reforçar as capacidades locais.
O projeto prevê intervenções para melhorar a preparação das comunidades e das instituições locais e reforçar a sua capacidade de resposta aos efeitos das alterações climáticas e dos desastres naturais.
O presidente do município de Pemba, Satar Abdulgani, defendeu a adoção de medidas concretas para responder aos desafios ambientais e climáticos que afetam as comunidades locais.
“Precisamos de ações concretas. Agora, ou melhor dizer, para ontem, vamos sair das nossas governações, da gestão dos nossos projetos e das nossas lideranças com orgulho de missão cumprida e com soluções plausíveis e resilientes”, afirmou.
A iniciativa insere-se no reforço da cooperação entre Moçambique e Itália nas áreas do ambiente, desenvolvimento urbano e adaptação às alterações climáticas, com foco no fortalecimento das capacidades locais.
Em maio, Annis anunciou que a Itália previa investimentos de 100 milhões de euros para desenvolver cidades verdes em Moçambique, incluindo projetos de água potável e regeneração de parques em Chimoio e de reciclagem de resíduos em Pemba.
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