O eurodeputado Hélder Sousa Silva defendeu um maior diálogo e intercâmbio entre o Parlamento Europeu e o Brasil para aproveitar a bioeconomia da Amazónia, através de um melhor acesso ao mercado da União Europeia e do apoio aos pequenos produtores e às comunidades tradicionais.
A ideia foi defendida na reunião da Delegação para as relações com a República Federativa do Brasil, a que o português preside, e que debateu as estratégias de bioeconomia no Brasil e na UE.
Explicando que a bioeconomia da Amazónia representa uma “oportunidade única para combinar a proteção ambiental com o crescimento económico sustentável”, Hélder Sousa Silva afirmou ser necessário garantir que “os pequenos produtores e as comunidades tradicionais beneficiem plenamente desta transição”. Nas palavras do eurodeputado presidente da Delegação para as relações com a República Federativa do Brasil (D-BR), “o reforço da cooperação, da inovação e do acesso equitativo aos mercados internacionais será essencial para construir um futuro mais sustentável e inclusivo para a região”.
Na reunião da D-BR, que reuniu em Bruxelas mais de uma dezena de oradores convidados, na área do ambiente, investimento e sustentabilidade, esteve em debate como aproveitar a bioeconomia da Amazónia através da produção sustentável, de um melhor acesso ao mercado da UE e do apoio aos pequenos produtores e às comunidades tradicionais. Explanou-se ainda as estratégias para Brasil e União Europeia, apesar de diferentes realidades e pontos de partida, possam aprofundar a cooperação em bioeconomia, baseada em valores partilhados e objetivos comuns para um futuro sustentável.
Hélder Sousa Silva defendeu a ideia de que “através do diálogo e do intercâmbio, os parlamentares podem ajudar a promover soluções comuns, reforçar parcerias sustentáveis e fomentar políticas que combinem a proteção ambiental, as oportunidades económicas e a inclusão social”.

Na Semana da Amazónia no Parlamento Europeu, esta é, nas palavras do eurodeputado eleito pelo PSD, “uma oportunidade para destacar a importância estratégica da Amazónia tanto para a América Latina como para o mundo”. Justificando que “a Amazónia é um reservatório único de biodiversidade, um regulador fundamental do clima global e o lar de milhões de pessoas e comunidades tradicionais cujos conhecimentos e meios de subsistência estão intrinsecamente ligados à floresta”, Hélder Sousa Silva afirmou que “proteger este ecossistema é não só um imperativo ambiental, mas também um desafio social, económico e geopolítico”.
Para o português, a recente realização da COP30 na Amazónia marcou “um momento histórico ao colocar a Amazónia e as suas comunidades no centro das discussões globais sobre o clima” e também enviou “uma forte mensagem política sobre a responsabilidade global de proteger este ecossistema único para as gerações futuras”.
Assim, dedicar no Parlamento Europeu uma semana à Amazónia e dirigir uma reunião da D-BR a esta temática demonstra ainda, nas palavras de Hélder Sousa Silva, “a importância da diplomacia e da cooperação parlamentar entre o Parlamento Europeu e os nossos parceiros na América Latina e no Brasil”.
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