O executivo equatoriano referiu num comunicado divulgado hoje que “autorizou os recursos necessários para a compra de combustível, com o objetivo de acelerar a sua chegada ao país e minimizar as dificuldades que a escassez está a causar à população e à atividade económica”.
Durante uma reunião, que decorreu no Palácio do Povo, em Malabo, a empresa petrolífera estatal equatoriana, Gepetrol, apresentou duas propostas de aquisição de combustível, sendo que a escolhida foi a que “oferecia o menor prazo de entrega”, detalhou.
A decisão foi tomada pelo vice-presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Nguema Obiang Mangue, que instruiu que “todos os procedimentos administrativos e financeiros fossem agilizados para que o pagamento pudesse ser efetuado sem demora e o fornecimento pudesse ser restabelecido o mais breve possível”, lê-se na nota.
O vice-presidente enfatizou que “a população não pode suportar as consequências da falta de planeamento” e ordenou aos funcionários da Gepetrol que “reforcem os mecanismos de previsão e controlo para antecipar possíveis escassez e garantir o fornecimento contínuo de combustível em todo o território”.
Além disso, o Governo pediu à população que fizesse um “uso responsável” do combustível disponível até que o abastecimento esteja “totalmente normalizado”.
Desde a descoberta de petróleo bruto na costa em 1996, a economia da Guiné Equatorial tem sido fortemente dependente do setor de hidrocarbonetos, embora a sua produção de petróleo tenha caído nos últimos anos, período em que o país tentou fortalecer o papel da Gepetrol no setor energético.
Em 2023, o Governo anunciou o início da transferência de ativos do Bloco B, operado pela petrolífera norte-americana Exxon Mobil, para a Gepetrol, e este ano assinou um acordo com os Camarões para a exploração conjunta do campo de gás Yoyo-Yolanda, num projeto que também envolve a empresa norte-americana Chevron.
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