FMI recomenda transição energética a São Tomé e Príncipe

Em São Tomé e Príncipe, a missão da avaliação do Fundo Monetário Internacional recomenda ao governo reformas no sector energético, nomeadamente a aposta em energias limpas e não poluentes. A recomendação é feita dias antes dos Encontros da Primavera do Banco Mundial e do FMI, que decorrem na próxima semana em Washington.

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Gustavo Ramirez, chefe da missão desta instituição financeira internacional, disse que o FMI vai continuar a apoiar o Governo na implementação de reformas que foram definidas no Quadro de Cooperação assinado em 2024.

O responsável afirmou que o FMI e o governo são-tomense vão aprofundar as suas discussões na próxima semana em Washington. Em cima da mesa está a possibilidade de apoios financeiros e técnicos a São Tomé e Príncipe.

Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional defendeu que os países de baixo rendimento, entre os quais São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, devem fortalecer a disciplina orçamental para garantirem mais investimento.

A recomendação foi feita num relatório sobre os países de baixo rendimento (LIC, na sigla em inglês), uma semana antes dos Encontros da Primavera do Banco Mundial e do FMI, que decorrem na próxima semana em Washington.

No documento estão 70 países de baixo rendimento, inclui os afrolusófonos acima mencionados. O relatório surge num contexto de particular incerteza devido aos efeitos globais da ofensiva israelo-americana ao Irão. Por isso, o FMI avisa que a instabilidade agrava as mudanças no financiamento externo e incentiva estes países a fortalecerem as suas instituições financeiras, vincando que “incentivos fiscais normalmente utilizados, como reduções de impostos ou zonas económicas especiais” para atrair investimento.

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