O sistema logístico do Paraná vive um momento de forte expansão. Embora o Porto de Paranaguá continue sendo a principal porta de saída do estado, os portos secos de Foz do Iguaçu e Guaíra ganharam relevância no cenário nacional. Juntas, as duas estruturas ultrapassaram a marca de 2,1 milhões de toneladas de mercadorias exportadas em 2025.
Em Foz do Iguaçu, o crescimento foi de 21,2% em comparação a 2018, saltando de 1,66 milhão para 2 milhões de toneladas movimentadas no último ano. Já em Guaíra, a elevação foi de 15,8%, atingindo 128,5 mil toneladas.
O que Foz e Guaíra mais exportam?
A localização privilegiada torna o Paraguai o destino preferencial das mercadorias que cruzam as fronteiras do Oeste. Confira os principais produtos:
- Foz do Iguaçu: Fertilizantes, cimento e placas para pavimentação ou revestimento.
- Guaíra: Placas de revestimento, cebolas, amidos e féculas modificadas.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
As estruturas não atendem apenas o Paraná. Elas são fundamentais para o escoamento de produtos vindos de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, reforçando a integração regional.
Novo Porto Seco em Foz do Iguaçu
A expectativa para 2026 é ainda mais otimista com a inauguração do novo porto seco em Foz do Iguaçu, operado pela Multilog. O projeto, que conta com apoio do Governo do Estado e da Receita Federal, prevê:
- Dobrar a capacidade de cargas: Após um ano (2025) em que 215 mil caminhões passaram pelo atual terminal, a nova estrutura deve desafogar o sistema.
- Melhoria no trânsito urbano: A transferência da operação para o novo local reduzirá drasticamente a circulação de veículos pesados dentro da cidade.
- Tecnologia e Vistoria: O pátio terá áreas exclusivas para câmaras frias e docas com controle de temperatura, garantindo maior qualidade no armazenamento.
Para Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, esses números refletem a eficiência da malha rodoviária e a robustez da economia paranaense, que segue batendo recordes na balança comercial.
Foto em destaque: Ari Dias/AEN
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