Mais de três mil militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) vão estar mobilizados para operação Vodafone Rally de Portugal 2026, que tem como foco principal a segurança de equipas e público, quer nas zonas de espetáculo, como na gestão do trânsito nas principais vias de ligação dos concorrentes, divulga a WRC.
De acordo com Joselino Ferreira, major-general do comando operacional da GNR, “a operação irá concentrar-se na contenção de público em zonas e na prevenção rodoviária, nas várias regiões do Norte e Centro do país, com incidência no controlo de acessos às zonas de espetáculo”.
Por seu turno, Francisco Martins, tenente-coronel da Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR, reforçou a ideia de que “esta operação policial para o Rally de Portugal, a guarda pretende garantir a segurança de todos os intervenientes, sejam eles pilotos ou espectadores que se encontrem em todos os itinerários, nos acessos e nas classificativas”.
O propósito desta ação visa “desenvolver uma operação de segurança na manutenção da ordem pública e de regularização de trânsito no âmbito do Vodafone Rally de Portugal, desenvolvendo um conjunto de ações em vários pontos das regiões Centro e Norte de Portugal”, refere Francisco Martins.
Referindo que o Vodafone Rally de Portugal é o maior evento desportivo nacional, o tenente-coronel sublinhou que “a prova carece de especial preocupação, tanto da parte da organização como da GNR, para esta manifestação desportiva que é a maior operação policial desenvolvida no ano de 2026”.
Uma vez que o dispositivo da GNR vai envolver diversas valências da GNR, incluindo trânsito, ordem pública e patrulhamento, com o objetivo de assegurar a fluidez do trânsito nos percursos de ligação, João Jordão, Secretário-Geral do Vodafone Rally de Portugal, acentuou «a complexidade e a dimensão de uma prova desenvolvida ao longo de 1.800 quilómetros na geografia do país, razão pela qual é diferente de todas as outras».
A edição de 2026 apresenta um formato renovado, com 23 especiais cronometradas distribuídas por cerca de 345 quilómetros disputados ao cronómetro, num total aproximado de 1862 quilómetros.
O arranque competitivo é antecedido, na quarta-feira, dia 6 de maio, pelo shakedown em Baltar, momento decisivo para as últimas afinações das equipas. A base operacional mantém-se na Exponor, em Matosinhos, que volta a assumir o papel de quartel-general da prova.
Na quinta-feira, 7 de maio, Coimbra recupera o protagonismo com a partida oficial do rali, marcando o início da competição em pisos de terra. O primeiro dia liga Águeda a Sever do Vouga, segue até Albergaria-a-Velha e termina na Figueira da Foz, num traçado que conjuga exigência técnica e espetáculo.
A sexta-feira concentra-se na região Centro, com o Vodafone Rally de Portugal a regressar a troços emblemáticos como Mortágua, Arganil, Lousã e Góis.
No sábado, a prova estende-se ao Norte, com classificativas em Felgueiras, Cabeceiras de Basto, Amarante e Paredes, terminando com a superespecial de Lousada, com a superespecial que reforça a ligação única entre pilotos e público.
As decisões ficam reservadas para o “Superdomingo”, com Vieira do Minho e Fafe, e o seu icónico salto, a poderem ser determinantes para a classificação final.
Para Carlos Barbosa, presidente do Automóvel Club de Portugal, a edição de 2026 confirma o peso da prova muito para além do desporto: “É uma prova que representa muito mais do que competição. O impacto económico é extraordinário.”
O presidente do Turismo da Região Centro, Rui Ventura, considerou o rali “um dos maiores ativos promocionais do país”, salientando o impacto particular nas zonas de menor densidade populacional: “Durante estes dias cria-se uma dinâmica económica que dificilmente existiria noutra altura do ano. É um verdadeiro exemplo de coesão territorial e de trabalho em rede entre Centro e Norte”.
A organização recorda que, para além da dimensão desportiva, o Vodafone Rally de Portugal mantém-se como referência internacional em sustentabilidade. Reconhecido pelo Comité Olímpico Internacional como padrão de boas práticas ambientais no desporto, detém desde 2017 o mais elevado nível de reconhecimento ambiental atribuído pela FIA.
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