Proposta do governo Milei prevê concessão de 1.400 km por até 30 anos, mas enfrenta críticas sobre risco de monopólio e falta de metas técnicas
A proposta de privatização da hidrovia Paraná–Paraguai foi destaque durante o painel “Hidrovias como eixo de transformação regional”, realizado nesta quinta-feira (14), na Argentina, dentro da programação do Mercosul Export – fórum promovido pelo Grupo Brasil Export.
A mediação ficou a cargo de Raquel Kibrit, presidente do Conselho LATAM Export, que destacou a iniciativa do presidente argentino, Javier Milei, de conceder à iniciativa privada a gestão da hidrovia — considerada estratégica para o comércio exterior do Mercosul.
O governo argentino já havia lançado uma primeira licitação para o projeto, mas o processo acabou fracassando. Em uma nova tentativa, a atual proposta de concessão despertou o interesse de três empresas internacionais, sendo duas belgas e uma brasileira.
O plano prevê a concessão de aproximadamente 1.400 quilômetros da via navegável por um período de 25 anos, com possibilidade de prorrogação por mais cinco. A futura concessionária será responsável por serviços como dragagem, sinalização e cobrança de pedágios ao longo do trajeto, por onde escoam mais de 80% das exportações da Argentina.
Diferentemente do modelo anterior — que foi anulado por falta de concorrência —, o novo edital passou por reformulações com apoio técnico da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
Crédito: Link de origem