“Evitar o que aconteceu na Venezuela”: Lula apela ao voto para manter riquezas do Brasil nas mãos dos brasileiros

A última sondagem da empresa de sondagens Datafolha, divulgada na passada sexta-feira, colocou o chefe de Estado com 39% das intenções de voto, mais quatro pontos percentuais do que Bolsonaro filho

O presidente do Brasil e candidato à reeleição, Lula da Silva, apelou domingo ao voto para manter as riquezas energéticas e minerais do país nas mãos do povo brasileiro e evitar que “aconteça o que aconteceu na Venezuela”.

“O que está em jogo [nas eleições de outubro] é o que desejam para o vosso país. Qual é o futuro que desejam? Querem um país em que o petróleo seja nosso ou um país em que aconteça o que aconteceu na Venezuela?”, questionou, numa transmissão em direto nas redes sociais.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) aludia ao acordo entre o Governo da Presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, e a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, para a exploração de um quinto das reservas de petróleo bruto da Venezuela através de uma empresa na qual o Pentágono detém uma participação acionista de 35%.

“Um país em que os minerais críticos e as terras raras sejam nossos — explorados, refinados e industrializados por nós —, ou vai permitir que as empresas norte-americanas venham ficar com as nossas riquezas minerais?”, destacou.

Lula, que aos 80 anos concorre ao seu quarto mandato não consecutivo, posicionou-se como o candidato ideal para que o Brasil seja “um país soberano, que tem apenas um dono, que é o povo brasileiro”.

O Presidente encerrou uma jornada de mobilização nacional promovida pelo PT em cidades de 26 dos 27 estados brasileiros, bem como nas redes sociais. Ao longo deste domingo, realizaram-se 1.120 atividades de apoio ao atual chefe de Estado em todo o país, segundo divulgou o presidente do PT, Edinho Silva, que acompanhou Lula na transmissão em direto.

O partido procurou assim mobilizar as suas bases num momento em que Lula perde força nas sondagens face ao senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e principal candidato da oposição.

A última sondagem da empresa de sondagens Datafolha, divulgada na passada sexta-feira, colocou o chefe de Estado com 39% das intenções de voto, mais quatro pontos percentuais do que Bolsonaro filho, na primeira volta das eleições de 4 de outubro.

No entanto, ambos os candidatos aparecem tecnicamente empatados numa eventual segunda volta.

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