Estudante irlandesa de 18 anos ganha prêmio internacional por criar tecnologia para degradar microplásticos





Foto: Divulgação/Earth Prize




Uma estudante irlandesa de apenas 18 anos desenvolveu uma proposta que pode dar um novo destino ao plástico descartável e, ao mesmo tempo, combater parte da poluição já espalhada pelo meio ambiente. Trata-se do Eco Purge, um bioplástico de origem vegetal que incorpora enzimas capazes de degradar determinados microplásticos.


Foto: Divulgação/Earth Prize




A ideia rendeu à jovem o prêmio europeu do Earth Prize 2026, uma das principais competições ambientais voltadas a estudantes do mundo todo. Moradora de Letterkenny, no condado de Donegal, Arya Satheesh passou cerca de dois anos dedicada à investigação dos pequenos fragmentos de plástico.


Foto: Reprodução/YouTube MIND Ireland




Considerados partículas com menos de cinco milímetros, os microplásticos já foram identificados em diferentes ambientes, animais, alimentos e até no organismo humano. O grande diferencial do Eco Purge está em sua dupla atuação após o descarte.


Foto: Lukasz Kobus/Wikimedia Commons




O material criado pela estudante se decompõe em aproximadamente duas semanas e, nesse processo, libera substâncias que podem atuar sobre partículas de PET presentes nas proximidades. Assim, a proposta não se limita a produzir uma alternativa ao plástico tradicional, mas tenta fazer com que o próprio material ajude a reduzir resíduos já existentes.


Foto: Divulgação/Earth Prize




A inspiração surgiu a partir de outro projeto, em uma feira de ciência para estudantes do ensino médio, no qual Satheesh criou um equipamento para identificar contaminantes na água destinada ao consumo. A experiência mostrou que localizar a poluição não bastava e levou a estudante a buscar uma forma de combatê-la.


Foto: Divulgação/Earth Prize




Um dos principais obstáculos apareceu logo no início, pois a enzima necessária para os testes tinha custo elevado e era difícil de encontrar. Três miligramas da substância chegavam a custar US$ 2.500 (equivalente a R$ 12,8 mil). Com auxílio do ChatGPT, a jovem localizou instituições que trabalhavam com a enzima e entrou em contato com pesquisadores em busca de colaboração.


Foto: Divulgação/Earth Prize




Após várias respostas negativas, conseguiu apoio de Kevin O’Connor, do centro irlandês BiOrbic, que providenciou amostras vindas da Dinamarca e da Alemanha. Os testes colocaram o Eco Purge em contato com microplásticos em água doce, água salgada e solo por seis semanas.


Foto: Reprodução/Magnific




Ao fim do experimento, tanto o bioplástico quanto os resíduos testados apresentaram degradação. A tecnologia, contudo, ainda precisa superar limitações antes de chegar ao mercado. A enzima estudada atua sobre o PET e não elimina todos os tipos de microplásticos, além de perder eficiência quando se dispersa em grandes ambientes naturais.


Foto: Magnific/frimufilms




O processo industrial também exige cautela, já que temperaturas elevadas podem danificar as enzimas. Agora, com o prêmio de US$ 12,5 mil (em torno de R$ 63,8 mil) em mãos, Satheesh pretende aperfeiçoar a solução e buscar sua aplicação em embalagens, sacos de lixo e outros bioplásticos nos próximos anos.


Foto: Divulgação/Earth Prize




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Foto: Divulgação/Earth Prize

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