Economias do Paraguai e de SC podem ter maior integração, diz vice-ministro do país

O Paraguai, país que mais cresceu nas Américas no ano de 2025 – teve uma alta de 6,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e inflação de 3,5% – segue atraindo unidades de indústrias catarinenses e brasileiras para o seu território por oferecer custos menores e tradição exportadora. O vice-ministro de Indústria e Comércio do país, Javier Viveros, que fez palestra no Conexa, em Florianópolis, defendeu mais integração econômica do seu país com Santa Catarina.

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Há cerca de 20 anos, o Paraguai começou a atrair mais investimentos de indústrias brasileiras, por oferecer, entre os principais diferenciais, custo mais barato de produção, em especial de energia e mão de obra. Para o setor industrial, o megawatt de energia custa US$ 38 e a mão de obra é cerca de 30% mais barata. Das cerca de 350 empresas que usam a lei de Maquila do país, cerca de 230 são do Brasil.

O vice-ministro do Paraguai, Javier Viveros, destacou a pujança da economia do seu país que liderou crescimento nas Américas em 2025 (Foto: Estela Benetti)

Mas o vice-ministro afirmou que a economia catarinense, pela sua diversidade e desenvolvimento, é uma referência para o país. Poderia haver mais integração entre as duas economias além da indústria. Incluir mais serviços e logística portuária.  

– O que falta para aumentar o movimento de cargas do Paraguai por portos de Santa Catarina é a Receita Federal do Brasil e também a do Paraguai ter um melhor entendimento para que os caminhões passem com mais rapidez, mais facilidade. Se isso ocorrer, vai melhorar muito. Hoje, as filas de caminhões são muito longas para passar para o Brasil, por isso as empresas preferem usar o rio Uruguai e o porto do Uruguai – diz Javier Viveros.

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Ele disse também que o fluxo de turistas hoje, entre SC e o Paraguai não tem a intensidade que poderia alcançar. Enquanto os paraguaios vêm mais para desfrutar as praias de SC, os catarinenses visitam mais o país para negócios. O plano é ampliar atrações turísticas no Paraguai e atrair mais visitantes em várias regiões do país.

Javier Viveros, que é graduado em engenharia comercial e empresário da indústria – tem fábrica de produtos para o setor de energia – bserva que a economia paraguaia vive uma prosperidade porque melhorou regras e governança. Conta com legislação estável, moeda estável – o Guarani – tem quase 90 anos, banco central independente e há dois anos o país alcançou o grau de investimento.

Como o Paraguai é um pequeno, investe na qualificação de trabalhadores e incentiva investimentos com foco em exportações. A lei de Maquila permite trazer produtos semi-acabados de outros países, finalizar em unidades paraguaias e exportar.

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