Pela primeira vez em Frankfurt, Angola anuncia que quer competir pelo mercado global de eventos – Mercado
Angola estreou-se esta semana na IMEX Frankfurt, a maior feira mundial do turismo de negócios e eventos, com uma mensagem clara: o país quer competir pelo mercado global de conferências, fóruns económicos e grandes eventos internacionais. O ministro do Turismo, Márcio Daniel, foi a Frankfurt para o dizer em voz alta, e fê-lo no palco certo.
Na véspera da feira, o governante participou no Global Advocacy Alliance Forum, evento que reúne líderes internacionais da indústria de eventos, representantes governamentais e associações globais. Foi aí que apresentou a visão de Angola para o setor MICE — o segmento de reuniões, incentivos, conferências e exposições que, segundo dados da Associação Internacional de Congressos e Convenções, movimenta biliões de dólares na economia global.
A mensagem de Márcio Daniel foi directa: Angola tem potencial, mas faltava o Estado a transformá-lo em realidade. “O que faltava era o papel do Governo em transformar potencial em realidade, criando ligações e unindo toda a indústria”, disse o ministro, sublinhando a necessidade de colaboração entre o executivo e os operadores privados.
Para concretizar essa ambição, Angola criou a marca Meet In Angola e lançou recentemente a Angola Convention Bureau — duas iniciativas que sinalizam uma aposta estruturada no posicionamento do país como destino africano para eventos e negócios, e não apenas como destino turístico tradicional.
Na intervenção em Frankfurt, o ministro foi além do discurso promocional. Defendeu maior integração africana e anunciou que Angola vai continuar a trabalhar na expansão das políticas de isenção de vistos para cidadãos africanos — um sinal de que Luanda percebe que atrair eventos continentais exige primeiro facilitar a mobilidade dentro do continente.
Uma estreia com peso político
A presença de Angola na IMEX Frankfurt 2026 é a primeira na história do país neste evento. Não é apenas uma questão de visibilidade turística — é um posicionamento estratégico num mercado que os países mais competitivos da África, como o Marrocos, o Ruanda e a África do Sul, já dominam há anos.
Angola chega tarde a esta corrida. Mas chega com uma estrutura institucional que antes não existia, com um ministro disposto a ir a Frankfurt defender pessoalmente a candidatura do país — e com a ambição, declarada em públ
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