Em Luanda, representantes parlamentares da CPLP reafirmaram o compromisso de trabalhar juntos para enfrentar os actuais desafios transnacionais. O encontro contou com os presidentes dos Parlamentos de Portugal, Moçambique e Angola.
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Na abertura da 15ª sessão intercalar da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP), em Luanda, o presidente do Parlamento angolano enumerou os desafios que se impõem à comunidade.
Adão de Almeida referiu-se, nomeadamente, ao avanço tecnológico – ora desafio, ora oportunidade – que, realça, é uma “questão transnacional e por isso exige dos Estados-membros da CPLP que reafirme a sua força comum“.
Vivemos tempos de profundas e rápidas transformações resultantes do avanço tecnológico que, se por um lado, constituem oportunidades para um mais rápido desenvolvimento económico e social, por outro lado constituem um grande desafio para os mais diferentes domínios, estando mesmo a ameaçar a estabilidade das democracias.
A desinformação ganhou espaço e projecção, o que introduz desafios à segurança e à estabilidade dos Estados. Desafios desta magnitude não conhecem fronteiras. Desafios transnacionais exigem capacidade de cooperação internacional, o que inclui inevitavelmente a cooperação parlamentar. Este é um momento único em que somos chamados a reafirmar a força da CPLP e, em particular, da Assembleia Parlamentar da CPLP, assumindo sem reservas a importância e o lugar dos nossos parlamentos na busca de soluções para os desafios da actualidade.
A 15ª sessão intercalar da AP-CPLP, que se iniciou na quarta-feira 22 de Julho, decorre até sexta-feira sob o lema “Luanda, Capital do Diálogo Parlamentar para uma CPLP mais Democrática, Segura e Resiliente”.
O encontro congrega na capital angolana delegações parlamentares dos nove Estados-membros da CPLP e delegações de Parlamentos de Observadores Associados da CPLP, nomeadamente da Sérvia e da Turquia.
A Guiné-Bissau suspendeu todas as suas actividades na CPLP a 15 de dezembro, após o país ter sido substituído na presidência rotativa da comunidade devido ao golpe de Estado de 26 de novembro.
Moçambique detém a presidência rotativa da AP-CPLP.
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