LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a – a Inteligência Artificial do R7
Uma análise conduzida pela Ucrânia sobre dois tipos de mísseis balísticos da Coreia do Norte revelou que as armas foram construídas possivelmente com métodos de fabricação considerados obsoletos em até 50 anos. As informações são do site Business Insider.
As conclusões foram obtidas a partir de análises realizadas por engenheiros e cientistas militares em destroços de mísseis de combustível sólido KN-23 e KN-24, usados contra o território ucraniano no início de 2024. Segundo o Ministério da Defesa da Ucrânia, a equipe forense responsável pela análise reuniu evidências que ajudaram a reconstruir características técnicas dos sistemas.
O relatório constatou que, embora os mísseis norte-coreanos apresentem semelhanças com modelos russos, eles utilizam um combustível menos eficiente e exigem motores cerca de 50% maiores para atingir o mesmo alcance.
Além disso, o órgão aponta o uso de métodos de produção considerados obsoletos e afirma que a qualidade da soldagem seria comparável a padrões de cerca de 50 anos atrás. Essa escolha pode ser explicada pelo baixo custo, ainda que busque manter um nível básico de precisão.
A perícia também revelou que os mísseis utilizavam pontas de grafite, descritas como uma “solução antiga e relativamente barata” para protegê-los do calor durante o voo, além de unidades de controle dos mísseis norte-coreanos que continham “componentes civis de marcas líderes”. “Pyongyang aparentemente está comprando esses chips para burlar as sanções”, afirma um comunicado do Ministério da Defesa da Ucrânia.

O KN-23 foi apresentado pela primeira vez pelo regime norte-coreano durante um desfile militar em 2018 e é frequentemente comparado ao míssil balístico de curto alcance Iskander-M, da Rússia. Já o KN-24 fez sua estreia pública como Hwasong-11B em 2019 e apresenta semelhanças com o sistema tático ATACMS, de fabricação americana.
Kiev relatou pela primeira vez o uso do KN-23 em janeiro de 2024. Na época, autoridades ucranianas acusaram a Rússia pelos lançamentos, afirmando que as munições eram altamente imprecisas.
No mês seguinte, a Ucrânia também afirmou ter abatido mísseis KN-24 lançados pela Rússia contra Kiev. Em 2025, o país do Leste Europeu disse que a Coreia do Norte havia fornecido ao país liderado por Vladimir Putin ao menos 148 mísseis balísticos.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
Crédito: Link de origem