Sistema atua na uniformização da temperatura de fluidos em sistemas e máquinas industriais, aumentando a precisão das medições
Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram uma tecnologia que pode aumentar a eficiência de data centers e de processos industriais. Denominada “Sistema de aquisição da uniformidade da temperatura em fluxo”, ela aumenta a precisão de medições realizadas em sistemas industriais e tecnológicos que utilizam fluidos em seu funcionamento.
O invento foi agraciado em março com uma patente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e integra um conjunto de sete patentes desenvolvidas por pesquisadores da universidade nos últimos cinco anos com foco em medições de alta exatidão em processos industriais.
A tecnologia consiste em um dispositivo que pode ser acoplado a instrumentos de medição para garantir que líquidos ou gases cheguem aos sensores em condições térmicas uniformes e controladas. O invento tem utilidade fundamental, porque em sistemas convencionais, variações de temperatura ao longo do fluxo podem comprometer a precisão de análises de propriedades como pressão, densidade, viscosidade, vazão e composição química.

O dispositivo patenteado reduz essas distorções ao uniformizar a temperatura do fluido em movimento, permitindo que os instrumentos operem em condições mais estabilizadas, com precisão maior que 0,0005 graus celsius. Desse modo, a tecnologia permite que o fluido saia do sistema com temperatura homogênea e bem determinada, independentemente das condições de entrada.
Entre as aplicações previstas estão sistemas de refrigeração de data centers, monitoramento de transformadores elétricos de alta potência, irrigação de precisão, usinas de etanol e metanol e sistemas industriais de medição não invasiva de vazão. “Em data centers, por exemplo, a tecnologia pode contribuir para leituras térmicas mais confiáveis, para o controle mais eficiente do resfriamento dos servidores. Já na agricultura, pode auxiliar no controle mais preciso da distribuição de água e nutrientes em sistemas de irrigação por gotejamento”, explica o professor Francisco Belo, um dos inventores.
A patente foi concedida em março deste ano pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e tem como inventores os professores Francisco Antônio Belo, Abel Cavalcante Lima Filho e Eudisley Gomes dos Anjos, além do pesquisador Manoel Brasileiro Soares.
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Texto: Hugo Bispo
Imagem: Divulgação
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