Em resposta à uma pergunta da agência Lusa, à margem de um encontro com o primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos, o eurodeputado afirmou que, “acontecendo ou não segunda volta [nas presidenciais], (…) esta missão continua no processo eleitoral das legislativas, da regional e das locais”, agendadas para 27 de setembro, o que é exigente para se observar todo o processo, “toda esta festa da democracia, toda esta febre (…) eleitoral”.
“Este é o nosso desafio. (…) Claro que às vezes, eleições em cima de eleições gera tensões, mas nós estamos cá para avaliar isso. E fazer um relatório para que o processo democrático continue a evoluir”, sublinhou Sérgio Humberto, prometendo uma missão de observação da UE assente em três pilares fundamentais: independência, não-interferência e saber escutar”.
O relatório preliminar da missão de observação às eleições presidenciais deste domingo, composta por cerca de 30 observadores, será divulgado na terça-feira. Já o relatório preliminar sobre as eleições gerais será apresentado a 29 de setembro, também dois dias após o ato eleitoral. O relatório final relativo a todas estas eleições vai ser tornado público dois meses depois, ou seja, para final de novembro, segundo o cronograma da missão europeia.
O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais de 19 de julho: Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D’Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que se recandidata ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.
Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.
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