
Visita institucional à sede da autarquia, em Brasília, discutiu intercâmbio em ética médica, fiscalização profissional, formação de especialistas e revisão de estatutos
O Conselho Federal de Medicina (CFM) recebeu nesta terça-feira (1º), uma delegação da Ordem dos Médicos de Angola (OMA), liderada pela bastonária Jovita Cachequele André. A visita institucional dá continuidade a tratativas iniciadas em reunião virtual entre as duas entidades e teve como objetivo reforçar os laços de cooperação, promover a troca de experiências no campo da regulação e do exercício da medicina e conhecer o modelo brasileiro de ética e deontologia, fiscalização, formação e certificação de especialistas.
O presidente do CFM, José Hiran Gallo, abriu o encontro destacando a importância do diálogo entre as duas instituições. “É com muita alegria que recebemos vocês aqui. Essa interlocução é muito importante e, sempre que precisarem, estamos à inteira disposição para trocar ideias e experiências de um lado e do outro”, afirmou. Gallo lembrou que a cooperação deve beneficiar as duas entidades, com aprendizado mútuo sobre os sistemas de regulação profissional de cada país.
A bastonária Jovita André agradeceu a acolhida e ressaltou a proximidade entre os dois países. Segundo ela, a Ordem busca no CFM referências de organização técnica e administrativa. “Sabemos que o Conselho Federal de Medicina tem tradição de uma instituição superorganizada. Do ponto de vista técnico e administrativo, viemos buscar esse intercâmbio, essa experiência”, afirmou.


Reestruturação da Ordem angolana – Empossada em novembro, a atual direção da OMA relatou que dedicou o primeiro ano de mandato, que em Angola tem duração de três anos, à constituição dos órgãos da entidade.
Jovita André informou que a Ordem, com 35 anos de existência, conta com aproximadamente 12.600 médicos, dos quais em torno de 4 mil são especialistas, para uma população de cerca de 38 milhões de habitantes distribuídos em 21 províncias.
“Estamos com a tarefa de elevar a dignidade do médico e o respeito da população, e de valorizar a classe médica em todos os sentidos, para empoderar o médico não só do ponto de vista social, mas técnico, para que possa servir melhor a população com uma assistência de qualidade”, declarou.
Programação – Pela manhã, a delegação angolana reuniu-se com a presidência e conselheiros do CFM. À tarde, a programação contemplou a apresentação dos setores de Fiscalização e de Processos da autarquia. A expectativa das duas entidades é identificar mecanismos para a constituição de um instrumento formal de cooperação técnica estruturada e sustentável, com intercâmbio de conhecimentos, aproveitando a proximidade linguística e histórica entre Angola e Brasil.
Participaram do encontro, pelo CFM, além do presidente Gallo; o vice-presidente Emmanuel Forte; o 3º vice-presidente Jeancarlo Fernandes Cavalcante; o vice-corregedor Francisco Cardoso; o 2º tesoureiro Carlos Magno Dalapicola; a conselheira federal Maíra Pereira Dantas, representante do CFM na Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP); e o conselheiro federal Bruno Leandro de Souza.
Pela Ordem dos Médicos de Angola, além da bastonária Jovita, integraram a delegação o diretor de gabinete Osvaldo Sanjimbi; a presidente do Conselho Regional Centro, Victória Botelho; o 1º secretário da mesa da Assembleia do Conselho Regional do Norte, António Capita; o presidente do Colégio de Especialidade de Medicina Reprodutiva, Pedro de Almeida; e a assessora para relações institucionais e marketing, Alexandra Telles.
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