Cabo Verde: Presidente defende reflexão sobre as causas da abstenção

Em Cabo Verde, o Presidente da República está preocupado com a elevada taxa de abstenção que atingiu os 53,5% nas legislativas de domingo passado. Para José Maria Neves é necessário uma reflexão “sobre as razões desse aparente desinteresse dos eleitores.

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Depois de afirmar que as eleições legislativas de domingo passado, 17 de Maio, decorreram de forma tranquila e ordeira, o Presidente da República, José Maria Neves defende a uma reflexão profunda sobre as causas da elevada taxa de abstenção

Não posso deixar de manifestar preocupação pela elevada taxa de abstenção, superior a 50%, que nos interpela a reflectir sobre as razões desse aparente desinteresse dos eleitores.

É imperativo compreender e enfrentar as causas desta realidade, sob pena de fragilizarmos a participação cívica que é o alicerce da democracia.

De acordo com os dados provisórios a taxa de abstenção situa-se nos 53,5%, um valor histórico que mostra que cerca de metade dos cabo-verdianos não foi votar.

O Presidente da República, José Maria Neves, que discursava na sessão solene comemorativa do dia do Município da Praia, celebrado a 19 de Maio, manifestou preocupação, também, com as recorrentes referências à “boca da urna” e práticas que se aproximam da compra de consciência, defendendo a necessidade de proteger a integridade democrática e assegurar o cumprimento rigoroso da lei.

Por outro lado, em comunicado, os observadores da CEDEAO recomendam que os mandatos dos membros da Comissão Nacional de Eleições, caducados há muito tempo, devem ser renovados a tempo para preservar a confiança do público na CNE. Recomendam que a CNE deve expandir os programas de educação cívica, para lá dos períodos eleitorais, dirigidos especialmente aos jovens e, em particular, aos que votam pela primeira vez.

Os observadores da CEDEAO recomendam, ainda, a revisão do quadro jurídico de financiamento das campanhas eleitorais para promover um tratamento mais equitativo, incluindo a consideração de mecanismos básicos de apoio público aos partidos de menor dimensão, mas legalmente registados e que cumprem os requisitos de transparência e responsabilização.

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