Um zagueiro nascido na Irlanda garantiu vaga na Copa do Mundo de 2026 após ter sido captado pela seleção de Cabo Verde via LinkedIn anos antes. Roberto “Pico” Lopes recebeu a primeira mensagem da federação cabo-verdiana em 2018 e ignorou, convencido de que se tratava de um golpe.
“Eu não falava português e usava o LinkedIn basicamente para assuntos da universidade. Quando vi aquilo, achei que fosse spam”, contou Lopes.
A Federação de Cabo Verde não desistiu. Reenviou o contato em inglês, iniciando o processo que culminaria, anos depois, na convocação oficial do defensor para a seleção. “Aí começou uma aventura incrível”, disse o jogador.
Estratégia digital para encontrar talentos
A abordagem via rede social profissional foge completamente dos métodos tradicionais de observação de atletas. A federação cabo-verdiana mapeou jogadores com dupla nacionalidade espalhados pela Europa, buscando atletas com raízes no país africano.
Lopes se encaixa nesse perfil: nasceu na Irlanda, mas tem origem cabo-verdiana pela família paterna. Na época do primeiro contato, ele sequer falava português.
A história ganhou repercussão após a convocação oficial para a Copa do Mundo, viralizando nas redes sociais. Para Cabo Verde, o Mundial de 2026 marca a primeira participação da história do país na competição, um feito que também passa por estratégias modernas de recrutamento.
Diversas seleções africanas adotaram métodos semelhantes nos últimos anos, vasculhando perfis de jogadores com dupla cidadania que atuam em ligas europeias.
O caso de Lopes mostra como o recrutamento esportivo se adaptou às ferramentas digitais, ampliando o alcance além dos olheiros tradicionais. A desconfiança inicial do zagueiro — que quase custou a oportunidade de defender Cabo Verde em uma Copa do Mundo — acabou virando anedota. Hoje, ele integra o elenco que fará história em 2026.
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