Copa do Mundo: Veja como chega o Haiti, que retorna ao Mundial após 52 anos

Após 52 anos, o Haiti finalmente retorna à uma Copa do Mundo. A última participação da seleção foi em 1974, quando terminou em último do grupo D, após derrotas para Itália, Polônia e Argentina.

Agora, o país caribenho busca conseguir uma vaga para a segunda fase do torneio. Afinal, a participação no maior evento esportivo do planeta já é um refúgio de alegria para a população do país, que sofre com os altos índices de criminalidade e fome.

O cenário de violência e insegurança é tão grande que a seleção não realizou nenhum jogo em seu território durantes as Eliminatórias. O experiente técnico francês Sébastien Migné, que assumiu a equipe em março de 2024, sequer pisou no país.

A seleção haitiana, segundo adversário do Brasil no Grupo C, se classificou para a Copa como uma das surpresas da Concacaf. A equipe confirmou a classificação após derrotar a Nicarágua por 2 a 0 e contar com o empate entre Costa Rica e Honduras, que garantiu o primeiro lugar do Grupo C da terceira fase da zona das Américas.

Nesta fase final, onde jogou como mandante em Curaçau, foram seis jogos, três vitórias, dois empates e apenas uma derrota. O time baseia sua força em uma safra de jogadores que atuam no futebol europeu e norte-americano. Os pilares da equipe são o experiente goleiro Johnny Placide, do Bastiais da França, o versátil atacante Duckens Nazon, Esteghlal Football Club do Irã, e do centroavante Frantzdy Pierrot, que joga no Caykur Rizespor da Turquia.

Migné conseguiu montar um time com velocidade nas transições ofensivas e forte no jogo aéreo, características que devem ser levadas em conta durante o confronto. O Haiti costuma se fechar em blocos baixos para explorar os contra-ataques com jogadores rápidos como Fafà Picault e Ruben Providence, além de contar com a motivação histórica de enfrentar a Seleção Brasileira em uma Copa.

O confronto contra Brasil, marcado para o dia 19 de junho, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, exige cautela contra o pragmatismo tático de Migné. A seleção base tem em sua formação: Johnny Placide; Arcus, Adé, Jean-Kévin Duverne e D.Lacroix; Jean-Ricner Bellegarde, Danley Jean Jacques; e Leverton Pierre, Duckens Nazon, Isidor e Frantzdy Pierrot.

Nos dois últimos amistosos de preparação para a Copa, o Haiti empatou com a Islândia em 1 a 1 e perdeu para a Tunísia por 1 a 0.

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Le Duc – o maior artilheiro da história

Duckens Nazon é a principal esperança de gols do Haiti nesta Copa. O atacante de 32 anos que joga no Esteghlal FC, do Irã, é simplesmente o maior artilheiro da história da seleção haitiana, com 44 gols em 74 partidas internacionais.

Le Duc, como é conhecido, foi peça importante na campanha que conquistou a vaga para a Copa. Fez seis gols e deu duas assistências.

Duckens Nazon vai enfrentar pela segunda vez o Brasil depois de 10 anos. Ele esteve em campo quando as duas equipes se enfrentaram em junho de 2016, quando a Seleção Brasileira goleou a seleção caribenha por 7 a 1. Os gols foram marcados por Coutinho (3), Renato Augusto (2), Lucas Lima e Gabigol. James Marcelin descontou para os haitianos.



Le Duc: esperança de gols no maior artilheiro da história do país
| Foto: ADAM HUNGER/ GETTY IMAGES VIA AFP

Duckens também tem uma carreira respeitável nos clubes onde passou. Em 24 de dezembro de 2025, ele atingiu a marca histórica de 100 gols na carreira por clubes profissionais ao marcar contra o Al-Muharraq SC na Liga dos Campeões Dois da AFC.

Antes de sua mudança para o Irã, Nazon teve passagens de destaque pelo Kayserispor (Turquia), PFC CSKA Sofia (Bulgária) e Quevilly-Rouen.

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