Cabo Verde de Portugal | SOL

O mundial de futebol teve a particularidade de fazer sair do armário algumas personagens que têm o maior desprezo pelo povo e pelo país e que odeiam futebol, mas que, por artes mágicas, descobriram o encanto do jogo mais famoso do mundo através de tubarões azuis. O futebol nem no tempo de Salazar foi tão politizado. Não vou dar nomes, pois alguns pelam-se por aparecer, e não devemos dar palco a tontos que se acham o máximo da modernidade, quase todos pertencentes à chamada esquerda caviar.

Como disse, nunca pensei que uma seleção, a de Cabo Verde, fizesse que tantos que odeiam futebol se tivessem revisto na equipa do melhor país do mundo! Por exemplo, o maior mentecapto do comentário televisivo nacional começou por escrever nas suas redes sociais: «O futebol de seleções não me diz nada e detesto o patriotismo associado à coisa»._Uns dias depois, qual borboleta, e depois de uns empates prometedores, escreveu várias vezes o nome de Cabo_Verde, a «melhor gente do mundo merecia._Que alegria tão grande». A coerência desta gente é emocionante. Na mesma linha, a Pasionaria do movimento LGBT+ escreveu que queria naturalizar-se cabo-verdiana. Repito, nem no templo da outra senhora se misturou tanto política com futebol.

Mas é o que temos. Também outra figura da esquerda caviar, por quem até tenho simpatia, associava a derrota de Portugal à falta de integração da imigração e à fraca economia, ao contrário de Espanha, um país onde o líder está mais rodeado de corruptos do que o número existente de banhistas na Costa da Caparica.

Os exemplos não faltam, de pessoas que dizem detestar futebol e que se tornaram mais fanáticos com a seleção de Cabo Verde do que Fernando Madureira com o FC_Porto de Pinto da Costa. Mais parolo é difícil. Sempre gostei de futebol e sempre defendi a seleção nacional, bem como as seleções que falam português, ou cujo país é de Língua Oficial Portuguesa. Repare-se que a seleção de Cabo Verde tinha 14 jogadores que não nasceram no país e muitos deles nem falavam português e, calculo, crioulo. Percebo que a determinação e a garra com que enfrentaram adversários muito mais consagrados tenha apaixonado os amantes da bola – como foi o meu caso –, agora aqueles que detestam futebol é que me surpreendeu.

Repito de novo, o mundo está doido e a política entra em todas as áreas como nunca entrou. É o sexo que é de esquerda ou de direita, ou mesmo fascista, é a religião que se fôr a islâmica é de esquerda e deve ser respeitada, mas se for a Católica é de direita, senão mesmo fascista e deve ser derrubada. Isto apesar da religião Católica querer o fim da legalização do aborto, por exemplo, mas não andar à pedrada a quem o faz. Imagine-se agora alguém andar de minissaia no_Irão ou em determinadas zonas da Europa onde a sharia está em vigor. O que aconteceria a essa mulheres? Isto para não falar nos desfiles do Orgulho Gay. Devia ser um espetáculo notável tal acontecer no_Irão, em Gaza ou mesmo em algumas zonas de Londres.

As narrativas destes parolos é assustadora._Veja-se o que escreveu o coletivo (só o nome assusta, penso logo em foices e martelos) Vida Justa, a propósito da morte de Odair Moniz: «A morte do Odair também é fruto do colonialismo que persiste na sociedade atual, que valida o preconceito, a perseguição e a criminalização de pessoas racializadas e pobres em Portugal». Engraçado, há colonialismo em tudo o que envolve um branco e um negro, mas o contrário não é verdade. O polícia branco matou o negro Odair, logo é racismo. Os jovens negros tentaram matar deliberadamente vários brancos, nos tumultos que se seguiram, mas não foi racismo. Já agora, a chacina que está a ser levada a cabo na África do Sul sobre negros não sul-africanos é fruto do apartheid que persiste na sociedade atual?

vitor.rainho@nascerdosol.pt

Telegramas

Um palhaço chamado Infantino

O Mundial de Futebol começou e não devia ter começado, quando um árbitro foi proibido de entrar por ser da Somália. Não houve solidariedade dos outros árbitros. Depois foi a rábula da equipa iraniana, cujos jogadores foram proibidos de ficar nos EUA e tinham que fazer deslocações que outros não tiveram que fazer. Por fim, sabe-se que um jogador do EUA que foi expulso foi ‘amnistiado’ porque Trump ligou a Infantino e este decidiu agradar ao seu prémio Nobel da Paz. Execrável.

Um árbitro para esquecer

Nem sei o seu nome, mas também pouco importa. O homem que apitou o jogo Paraguai-França devia ser expulso de jogos internacionais. O homem permitiu que os paraguaios jogassem com as regras de Wrestling, dando uma péssima imagem do jogo. Por isso, dei por mim a torcer pela França, mas não desejo pedir a nacionalidade francesa! Sacanagem.

Racismo à séria

O que uma senadora do Paraguai disse de Mbappé é miserável e vindo de quem vem não deve ser desvalorizado.

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Comentários estão fechados.