BRASILEIRA MORTA NO PARAGUAI COM 67 FACADAS

O homicídio de uma estudante brasileira de Medicina no Paraguai está a provocar forte comoção e levanta novas preocupações sobre casos de violência extrema contra mulheres na região de fronteira.

Julia Vitória Sobierai Cardoso, de 23 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia, em Ciudad del Este, cidade paraguaia junto à fronteira com o Brasil. O corpo foi descoberto por uma colega de residência, que estranhou a ausência da jovem ao longo do dia e decidiu entrar no quarto, deparando-se com o cenário do crime.

De acordo com as autoridades locais, tudo indica que o homicídio ocorreu dentro da própria habitação. Testemunhos recolhidos pela polícia apontam para uma discussão intensa entre a vítima e um homem, horas antes do crime, o que reforça a linha de investigação de um ataque cometido por alguém próximo.

A perícia forense revelou um nível de violência considerado extremo: o corpo apresentava 67 ferimentos provocados por arma branca. Parte dos golpes terá sido desferida com uma tesoura de pequenas dimensões, além de uma faca, atingindo sobretudo zonas vitais. Os investigadores admitem que a intensidade do ataque pode indicar motivação passional.

O principal suspeito é o ex-namorado da vítima, também brasileiro e estudante de Medicina, que terá estado no apartamento no dia do crime. Após o homicídio, o homem abandonou o local e encontra-se em fuga. As autoridades paraguaias lançaram um alerta e estão a realizar buscas, contando com cooperação policial na região de fronteira com o Brasil.

Há ainda a possibilidade de o suspeito já ter deixado o Paraguai, o que poderá alargar a investigação a nível internacional. Até ao momento, não foi confirmado o seu paradeiro.

O caso está a ser tratado como feminicídio pelas autoridades paraguaias, tendo em conta o contexto da relação entre vítima e suspeito e os indícios de violência extrema. Familiares e amigos de Julia exigem justiça, enquanto o crime reacende o debate sobre a segurança de estudantes brasileiros que vivem no exterior, especialmente em zonas de fronteira.

As investigações prosseguem para esclarecer todos os contornos do homicídio e garantir a captura do suspeito.

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