Bolsas sobem em NY com impulso de tecnologia e Dow Jones renova recorde | Finanças

Os principais índices de ações de Nova York terminaram o dia em alta nesta segunda-feira, com o S&P 500 e o Nasdaq sendo impulsionados pelo setor de tecnologia, especialmente as fabricantes de chips e semicondutores, após uma recente correção. O Dow Jones, que concentra menos nomes ligados ao desenvolvimento de inteligência artificial, apresentou ganhos menos expressivos, mas ainda renovou sua máxima histórica, fechando acima dos 53 mil pontos pela primeira vez.

No fechamento, o índice Dow Jones subiu 0,30%, aos 53.056,80 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,73%, aos 7.537,71 pontos, e o Nasdaq avançou 1,12%, aos 26.121,160 pontos. Os setores de comunicação (+1,65%) e tecnologia (+1,34%) lideraram os ganhos de maneira consistente ao longo do pregão, com destaque para as fabricantes de chips e semicondutores, que se recuperam de um recente movimento de correção. As ações da Advanced Micro Devices (AMD) saltaram 6,61%, bem como as da Qualcomm (+5,80%), Broadcom (+3,37%), Microchip Technology (+3,49%) e ASML (+3,15%). O índice de semicondutores da Filadélfia teve ganho de 2,17%, recuperando perdas recentes.

Patrik Lang, estrategista-chefe da Global Gate Capital acredita que o atual cenário é favorável para ações americanas, na medida em que o crescimento dos lucros das empresas permanece robusto e a moderação das expectativas de inflação, após um recuo nos preços do petróleo, oferecem suporte aos mercados de renda fixa e contribuem para uma redução dos juros de longo prazo, na visão dele. “Vendemos nossa exposição às ações indianas e reinvestimos os recursos em ações americanas de grande capitalização”, ele comenta em relatório. “Um crescimento econômico relativamente mais forte cria oportunidades de investimento mais atrativas.”

Por outro lado, o Bank of America (BofA) é mais cético, e a estrategista de ações Savita Subramanian acredita que a liderança do mercado está deixando de se concentrar nas empresas de crescimento secular e grandes investidoras em inteligência artificial, enquanto as empresas cíclicas que se beneficiam de um forte ciclo de investimentos em capital se tornam mais atrativas. “Estamos apenas moderadamente otimistas com o S&P 500 porque ele continua muito concentrado nas hyperscalers, que são justamente as grandes empresas investidoras em inteligência artificial”, ela afirma em videochamada com investidores. “Vemos uma oportunidade importante em empresas de valor de grande capitalização, como grandes bancos, instituições financeiras e empresas de energia.”

Na mesma linha, Meera Pandit, estrategista global de mercados da J.P. Morgan Asset Management, explica que, ao longo do ano, os investidores oscilaram entre preocupações com a concorrência em inteligência artificial, capacidade computacional e gastos de capital, mas a apreensão foi posteriormente amenizada pelo forte crescimento dos lucros. No entanto, na medida em que o mercado tem se mostrado mais volátil, os operadores vêm reduzindo sua exposição às Sete Magníficas e hyperscalers de inteligência artificial, direcionando recursos para empresas que constroem a infraestrutura dessa tecnologia, como os semicondutores, hardware e energia.

“O impulso da inteligência artificial deve continuar, embora os investidores precisem ser flexíveis, já que os principais beneficiários dessa tendência continuarão mudando, tanto nos Estados Unidos quanto em outros mercados”, ela afirma em nota.

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