As principais bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta sexta-feira (10), em meio à combinação de fatores que manteve os investidores cautelosos. Enquanto o cenário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã continuou no radar, o desempenho do setor de tecnologia limitou os ganhos dos índices, ao passo que operações corporativas movimentaram ações de empresas de diferentes segmentos.
Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,24%, aos 10.497,29 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,13%, para 25.085,42 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, subiu 0,15%, aos 8.338,97 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,44%, aos 52.614,17 pontos. Já o Ibex 35, de Madri, fechou em alta de 0,29%, aos 19.378,60 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, perdeu 0,19%, para 9.106,84 pontos. As cotações são preliminares.
O ambiente internacional permaneceu influenciado pelos desdobramentos no Oriente Médio. Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar o fim do cessar-fogo com o Irã, mas defender a continuidade das negociações, o mercado passou a avaliar os possíveis impactos de um conflito prolongado sobre os ativos globais.
Na visão do Jefferies, um acordo entre as partes continua sendo o cenário mais provável no curto prazo, embora a instituição avalie que qualquer entendimento deverá representar apenas uma solução temporária.
Já o Bank of America alertou que as ações europeias classificadas como de “momentum” podem perder força após a valorização registrada no primeiro semestre. O banco citou como fatores de risco a continuidade dos elevados investimentos em inteligência artificial e a vulnerabilidade dos mercados a novas notícias envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã.
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Na agenda econômica, a inflação ao consumidor (CPI) da Alemanha desacelerou para 2,3% em junho, confirmando a estimativa preliminar.
No noticiário corporativo, as operações de fusões e aquisições concentraram parte da atenção dos investidores. A easyJet disparou quase 14% após anunciar um acordo preliminar com a gestora Apollo, retirando o apoio à proposta concorrente apresentada pela Castlelake.
Em Londres, a Vodafone avançou 12,7% depois que o empresário francês Xavier Niel anunciou a compra de uma participação de 16,2% na companhia, tornando-se o maior acionista da empresa.
Na Alemanha, a Bayer recuou 1% após informar a venda de uma participação minoritária de seu negócio de contraceptivos de longa duração para a Apollo por 3 bilhões de euros (R$ 17,55 bilhões).
O setor de tecnologia figurou entre as principais pressões do pregão, com queda de 0,8%. As ações da ASML recuaram 1,9%, enquanto os papéis da STMicroelectronics perderam 1,2%, refletindo a cautela dos investidores com o segmento.
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