Pleno.News – 18/09/2026 23h14
Nesta quinta-feira (17), Paraguai, Estados Unidos e Israel votaram contra uma resolução da Assembleia Geral da ONU que permite a participação virtual de representantes da Palestina em debates de alto nível. O Paraguai foi o único país, além de EUA e Israel, a rejeitar o texto.
A proposta foi aprovada por 152 votos favoráveis, três contrários e quatro abstenções. Colômbia, Honduras, Panamá e Peru se abstiveram. A decisão vale para a 81ª sessão da Assembleia Geral, formada por 193 países.
Com a aprovação, o presidente da Palestina poderá enviar uma declaração pré-gravada para ser exibida no plenário durante o debate geral. Um representante palestino deverá estar presente para fazer a introdução da fala.
A medida também permite o envio de discursos gravados pelo presidente ou por outro representante de alto nível em reuniões e conferências da ONU. A regra será aplicada quando integrantes da delegação palestina estiverem impedidos de participar presencialmente.
A resolução foi apresentada após os Estados Unidos negarem ou revogarem vistos de representantes palestinos antes das sessões da Assembleia Geral. Pelas regras do acordo que trata da sede da ONU, firmado em 1947, os EUA devem facilitar o trânsito de representantes dos países-membros até a sede da organização.
Ao explicar o voto, a representante dos Estados Unidos afirmou que a Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) não estariam cumprindo compromissos assumidos nos Acordos de Oslo. Segundo ela, a Autoridade Palestina também não condenaria diretamente ataques terroristas contra cidadãos israelenses.
Ela ainda acusou a Autoridade Palestina de incentivar o terrorismo por manter pagamentos a “terroristas, vivos e mortos” e a seus familiares.
– Os Estados Unidos não se deixarão enganar por contabilidade criativa – disse a representante.
A diplomata também criticou as iniciativas diplomáticas e jurídicas palestinas contra Israel. Segundo ela, essas ações seriam uma tentativa de “isolar Israel e internacionalizar o conflito”, em vez de priorizar governança, diplomacia e liderança.
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