O Uzbequistão irá fazer o seu primeiro jogo de sempre num Mundial frente à Colômbia, na madrugada de 18 de junho. Mas, Aziz Ganiev, um dos 26 convocados por Fabio Cannavaro, já perspetivou o segundo jogo frente a Portugal, no dia 23 de junho.
“É, sem dúvida, uma das seleções mais fortes presentes na competição. Trata-se de uma equipa com jogadores de grande nível em todas as posições, habituados a competir nos principais campeonatos e clubes do mundo. A qualidade individual é evidente, mas aquilo que mais se destaca é a forma como conseguem funcionar como coletivo”, começou por dizer antes de individualizar. “A nível pessoal há vários jogadores que admiro. No meio-campo são todos incríveis: Bruno Fernandes, Bernardo, Vitinha, João Neves. Mas claro que todos nós aprendemos a respeitar a carreira do Ronaldo. É um fenómeno. Existe uma organização e uma dinâmica muito fortes que tornam Portugal um adversário extremamente difícil”, realçou o internacional uzbeque por 23 vezes.
O médio do Al Bataeh, dos Emirados Árabes Unidos, sublinhou ainda que a equipa não pode ter receio, apesar do poderio da Seleção das Quinas: “É, provavelmente, uma das gerações mais fortes do país e são um dos favoritos a vencer a prova. Respeitamos muito essa realidade, embora entremos em campo determinados a competir e a demonstrar também o nosso valor. Temos de ter respeito, mas não medo. Senão o jogo será muito mais complicado para nós.”
O jogador de 28 anos também abordou a qualificação inédita da sua seleção para o maior torneio de seleções de futebol. “Alcançar a presença no Mundial foi a concretização de um sonho perseguido durante muitos anos pelo futebol uzbeque. Diversas gerações estiveram perto de o conseguir, mas havia sempre um detalhe que impedia o objetivo de ser alcançado. Por isso, fazer parte do grupo que finalmente garantiu essa conquista tem um significado muito especial. É um momento de orgulho para todos os envolvidos, mas também uma responsabilidade acrescida. Sabemos que vamos representar muito mais do que uma equipa: levamos connosco as expectativas e a paixão de milhões de pessoas. Vamos representar várias gerações de atletas que gostariam de aqui estar”, prometeu o centrocampista que entende o rótulo de “menos favorito”.
“É natural, mas temos plena confiança no trabalho que realizámos e acreditamos que a nossa presença no Mundial é resultado de mérito. Não chegámos aqui por acaso. O objetivo passa por competir sem receios, sermos fiéis à nossa identidade e aproveitar esta oportunidade para mostrar a evolução que o futebol uzbeque tem registado nos últimos anos”, atirou.
Ganiev realçou ainda a força do coletivo e a ligação forte no balneário, sem descurar a “personalidade” dentro de campo.
“Mais do que os resultados, queremos demonstrar a personalidade desta seleção. Sabemos que teremos pela frente adversários de enorme qualidade e experiência, mas encaramos esse desafio como uma oportunidade para testar os nossos limites. Queremos deixar uma imagem positiva, inspirar os jovens do nosso país e contribuir para o crescimento do futebol nacional através das nossas exibições. É uma porta para colocarmos o futebol uzbeque a ser falado no mundo e para olharem para nós com outros olhos”, concluiu.
Além de Portugal, Uzbequistão e Colômbia, também a RD Congo integra o Grupo K do Mundial’2026.
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