Acesso paraguaio à Ponte Bioceânica tem 3 km de aterro concluído

O acesso que vai levar o tráfego da Ponte Internacional Bioceânica para dentro do Paraguai já tem cerca de 3 quilômetros de aterro concluídos em Carmelo Peralta, na margem oposta a Porto Murtinho. O trecho liga a futura ponte à rodovia PY-15 e custa aproximadamente US$ 18 milhões, com recursos da Itaipu Binacional destinados ao lado paraguaio.

O aterro não é feito com terra trazida de fora. É feito com o próprio rio. Dragas sugam areia e sedimento do fundo do Rio Paraguai e bombeiam o material até o traçado da futura pista, onde a água escorre e a areia fica. Em alguns pontos a base já chega a cerca de 5 metros de altura.

A altura tem uma razão. O trecho atravessa o Chaco Paraguaio, planície de solo mole que alaga na cheia. Por isso as equipes trabalham ao mesmo tempo na drenagem, nas passagens de água, nas estruturas de concreto e nas armações de ferro: sem elas, um aterro de 5 metros cruzando a planície funcionaria como um dique. No encontro com a PY-15 está prevista uma rotatória.

A execução é das empresas Tecnoedil S/A Construtora e LT Construtora S/A, com responsabilidade técnica do engenheiro civil paraguaio Renê Gomez. A fiscalização cabe ao Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai. As mesmas empresas atuam em obras urbanas de Carmelo Peralta ligadas à Rota Bioceânica, entre elas melhorias na avenida principal da cidade e em áreas perto da margem do rio.

Estude Medicina - Universidad Interamericana

Medicina Inscricoes Abertas - Universidad Interamericana

A ponte já se encontrou no meio do rio

A estrutura que o acesso vai receber tem 1.294 metros de extensão e cerca de 20 metros de largura, com investimento aproximado de R$ 500 milhões. Em 23 de julho, as duas metades da ponte se uniram sobre o Rio Paraguai no episódio que ficou conhecido em Porto Murtinho como o beijo da ponte.

Do lado brasileiro, os acessos pela BR-267 e o contorno rodoviário de Porto Murtinho somam cerca de 13 quilômetros. Em reportagem de julho, A Crítica registrou que esse trecho tem conclusão prevista para 2027.

Sistema FIEMS — 7 de Setembro. Um país desenvolvido precisa de instituições fortes

Outras frentes avançam em território paraguaio. Entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, a pavimentação da PY-15 ocorre em quatro lotes ao longo de 224 quilômetros, no caminho até a fronteira com a Argentina. É a mesma PY-15 que integra o corredor rumo aos portos do Chile.

O Corredor Bioceânico de Capricórnio tem 2.396 quilômetros e liga o Atlântico ao Pacífico passando por Paraguai, Argentina e Chile.

A obra em números
Os dois lados da Ponte Bioceânica

Aterro pronto
Cerca de 3 quilômetros, com até 5 metros de altura em alguns trechos, segundo as informações divulgadas sobre a obra

Investimento
Cerca de US$ 18 milhões, com recursos da Itaipu Binacional destinados ao lado paraguaio

Quem executa
Tecnoedil S/A Construtora e LT Construtora S/A, com fiscalização do Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai

A ponte
1.294 metros de extensão e cerca de 20 metros de largura, com investimento aproximado de R$ 500 milhões

Lado brasileiro
Acessos pela BR-267 e contorno rodoviário de Porto Murtinho, cerca de 13 quilômetros

O corredor
2.396 quilômetros ligando o Atlântico ao Pacífico por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile

+ Entenda os termos

Aterro hidráulico: técnica em que areia e sedimento retirados do fundo do rio são bombeados com água até o local da obra, onde a água escorre e o material fica, formando o terrapleno.

Draga: embarcação com bomba que suga o material do fundo do rio.

Passagem de água: tubo ou galeria sob a pista que deixa a água da chuva e da cheia atravessar de um lado ao outro, para o aterro não virar barragem.

Chaco Paraguaio: planície do oeste do Paraguai, de solo mole e sujeito a alagamento, que ocupa a maior parte do trajeto do corredor no país.

Itaipu Binacional: hidrelétrica administrada por Brasil e Paraguai, cujos recursos financiam obras nos dois países.

Dados do acesso paraguaio conforme informações divulgadas sobre a obra. Dados da ponte, do corredor e do lado brasileiro conforme reportagens publicadas por A Crítica. Valores e prazos de obra em andamento estão sujeitos a alteração.

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.