O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, associado à Universidade de Lisboa, vai receber 27,2 milhões de euros para financiar a criação de um novo centro de excelência dedicado ao desenvolvimento de tecnologia de inteligência artificial (IA).
O projeto vai arrancar a partir de 1 de janeiro de 2027 e conta com um financiamento total de 27,2 milhões de euros para seis anos, dos quais 13 milhões provenientes de fundos europeus, 13 milhões de financiamento nacional público e o restante de financiamento nacional privado.
“A ideia é desenvolver tecnologia de IA e depois traduzi-la para o mercado, em particular, para empresas, para o Estado e para os serviços públicos que querem usar IA para tornar mais eficientes os serviços dos cidadãos, e para outras instituições, como hospitais”, explicou à Lusa um dos elementos da equipa responsável para candidatura.
Segundo Arlindo Oliveira, professor do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa e investigador no Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores (INESC-ID) os projetos a desenvolver não estão ainda definidos, mas incidiriam sobre diversas áreas.
“Tem várias componentes. Tem componentes de modelos de linguagem, modelos de visão, componentes de imagem médica e de análises de dados, e de inteligência artificial preditiva, além de inteligência artificial generativa”, exemplificou.
O financiamento, atribuído no âmbito do programa Horizon Europe, através da iniciativa “Teaming for Excellence”, abrange a criação de um programa doutoral conjunto em Inteligência Artificial, atribuído pelo Instituto Superior Técnico e pela Rheinland-Pfälzische Technische Universität em Kaiserslautern e Landau, na Alemanha.
O novo centro de excelência vai funcionar sobretudo nas instalações do INESC-ID, no ‘campus’ da Alameda do IST, e será também instalado um ‘living lab’ no ‘campus’ do Tagus Park.
“Vamos criar dois ‘living labs’, laboratórios onde poderão ser feitas experiências com novas tecnologias, e ‘transfer labs’, em colaboração com empresas interessadas na transferência de tecnologia”, acrescentou Arlindo Oliveira.
Integrará ainda uma unidade dedicada à análise das questões éticas e regulatórias relacionadas com o uso da IA, em articulação com a Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.
Segundo Arlindo Oliveira, o projeto empregará cerca de uma centena de pessoas, a maioria (cerca de 70) novas contratações.
Crédito: Link de origem