Morreu o cantor de origem cabo-verdiana e guineense Mário Marta

O cantor Mário Marta, com origens cabo-verdiana e bissau-guineense, morreu esta quinta-feira, em Portugal. Reagindo à notícia, o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Augusto Veiga, lamentou a morte do cantor Mário Marta e disse que a cultura cabo-verdiana ficou muito mais pobre.  

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O Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga, disse que recebeu com consternação a notícia do desaparecimento físico do cantor Mário Marta que, ao longo de mais de duas décadas de carreira, se afirmou como um intérprete singular, dotado de uma presença em palco intensa e de uma voz carregada de emoção e identidade. Em declarações à RFI, Augusto Veiga, que foi empresário musical, disse que a cultura cabo-verdiana ficou muito mais pobre.

“O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas lamenta profundamente a perda física desta grande voz de Cabo Verde, Mário Marta, que faleceu ontem de forma muito prematura. Realmente a cultura cabo-verdiana fica muito mais pobre, não só pela perda do artista, mas também pela perda deste grande ser humano que era o Mário Marta. Para mim, pessoalmente, como amigo que era dele, é uma tristeza muito, muito grande. E, realmente, Cabo Verde ficou mais pobre a nível pessoal, mas também, principalmente, a nível artístico”, afirmou o Ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Augusto Veiga

Mário Marta é apontado como o artista que celebrizou a fusão entre a soul e os ritmos tradicionais como a morna e a coladeira, morreu na última madrugada, aos 53 anos, em Portugal.

Natural da Guiné-Bissau, filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana, cresceu na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, e a sua educação familiar esteve sempre ligada à música.

Influenciado principalmente pela sua tia Eunice Marta e por artistas como o tio Tonecas Marta, Maiúca Marta, Bana, Zéze di nha Reinalda, Tito Paris, Illdo lobo, Titina, Paulino Vieira e pela lendária Cesária Évora, o artista conviveu e cantou com a “diva dos pés descalços” enquanto criança, na casa dos tios na cidade do Mindelo.

Mário Marta entrou no mundo da música através dos coros, gravou em estúdio com cantores africanos e portugueses, e integrou o grupo gospel SHOUT!, fundado por Sara Tavares. Foi artista da editora BrodaMusic e backing vocal de Djodje, acompanhando-o tanto em estúdio como em digressões mundiais.

O seu percurso a solo começou em 2019, destacando-se com os singles “Kriol” e “Aguenta” (com Lura), um tema que foi premiado nos International Portuguese Music Awards (IPMA).

O seu álbum de estreia, “Ser de Luz”, foi lançado em 2022, conquistou seis pré-nomeações, quatro nomeações e três prémios nos Cabo Verde Music Awards. Em 2024, colaborou com a cantora baiana Midda Borges, participou no festival Afrika Aki, no projecto Vozes de Cabo Verde e também actuou regularmente na Banda Monte Cara fundada por Bana.

Ao longo da sua carreira, partilhou palcos com grandes nomes da música lusófona e crioula e projectou a música cabo-verdiana no Mundo. 

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