Cinco estudantes da Guiné Bissau retidos há uma semana no aeroporto de Lisboa

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Pelo menos cinco estudantes guineenses estão retidos há uma semana no aeroporto de Lisboa. Os documentos apresentados ainda não permitem a entrada no país e outros cinco acabaram mesmo repatriados. A associação de estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa diz que estão a ser tratados de forma desumana, ao contrário do que garante a PSP.

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Chegaram a Portugal na semana passada. Vieram para estudar mas acabaram por ficar retidos no aeroporto. As autoridades acharam estranha a chegada alegadamente tão tardia daqueles alunos.

Cinco foram repatriados esta terça-feira, os outros cinco ainda se encontram à espera de saber se podem ou não ficar. A associação de estudantes da Guiné-Bissau em Lisboa denuncia as condições em que estão mantidos.

Estes jovens terão ficado retidos devido à dificuldade em comprovar que tinham condições de estadia e subsistência. Apesar de já terem sido previamente aceites por instituições de Ensino Superior.

Também a demora nos processos de visto pode ter contribuído para esta situação. Os estudantes que permanecem no aeroporto Humberto Delgado deverão ser repatriados nos próximos dias.

As explicações da PSP

Em resposta, por escrito, à SIC, a Polícia de Segurança Pública (PSP) confirma que há cinco jovens guineenses, com idades entre os 23 e 34 anos, “em situação de recusa de entrada em Território Nacional” e, por isso, “a aguardar reembarque”, no Aeroporto de Lisboa.

Uma situação que dura “há cerca de cinco dias, nos termos legais aplicáveis”, sublinha a PSP.

Quanto à recusa de entrada e território nacional, a autoridade indica que “resultou do facto de não reunirem as condições legais de entrada (…) designadamente no que respeita à comprovação de meios de subsistência e à verificação da finalidade e condições da estada, conforme previsto na legislação aplicável ao controlo de fronteiras”.

Ainda assim, e durante a permanência na zona internacional, a PSP garante que lhes estão a ser “asseguradas as condições básicas, nomeadamente alimentação três vezes por dia e acesso a condições de higiene, incluindo banho sempre que solicitado”.

[Notícia atualizada às 15h34]

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