Petrobras compra 75% de bloco offshore em São Tomé e Príncipe | eixos

A Petrobras informou nesta sexta (17/4) que fechou a compra de 75% de participação bloco 3, no offshore de São Tomé e Príncipe, na África, da empresa Oranto Petroleum Limited (Oranto). Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oranto era a operadora do bloco, com 90% do negócio, e tendo a Agência Nacional do Petróleo de São Tomé e Príncipe (ANP-STP), com 10%.

Agora, com a entrada da Petrobras no negócio, o consórcio passa a ter a seguinte configuração: Petrobras (operadora, 75%), Oranto (15%) e ANP-STP (10%).

“A operação reforça a atividade exploratória no continente africano, com o propósito de diversificação de portfólio e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria”, disse a Petrobras.

A empresa destaca que, desde 2024, retomou sua atuação no continente africano e já possui participação em blocos em São Tomé e Príncipe.

“A aquisição do bloco em São Tomé e Príncipe observou todos os trâmites internos de governança da companhia, estando em linha com o Plano de Negócios 2026-2030”, ressaltou. “A conclusão da transação está condicionada ao cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis de São Tomé Príncipe”, diz.

Localização do Bloco 3 offshore, em São Tomé e Príncipe (Fonte Agência Petrobras)

Embarque em novas fronteiras

Ao retomar sua presença na África, a Petrobras optou por começar a reconstrução de seu portfólio em uma nova fronteira: São Tomé e Príncipe não produz um barril sequer de petróleo e ainda vive a expectativa de encontrar suas primeiras descobertas comerciais.

A primeira perfuração no país foi feita em 2022, por um consórcio formado por Galp e Shell. Multinacionais, como bp, Galp, Shell e TotalEnergies estão presentes no arquipélago com cerca de 1000 km² de área em terra, a 350 km da costa ocidental da África, no Golfo da Guiné.

A Petrobras comprou participações e virou sócia da Shell em três dos sete blocos contratados pelo governo, em modelo de partilha. Ao todo, são 19 blocos mapeados, cobrindo toda a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) de São Tomé e Príncipe, que possui uma área de 125 mil km².

O novo plano de negócios da estatal prevê US$ 1,3 bilhão em exploração internacional até 2028. A Colômbia é o principal destino atualmente, em parceria com a Ecopetrol. A empresa destacou que a volta à África está alinhada à estratégia de “recomposição das reservas de petróleo e gás, por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria”.

África no radar

Além de São Tomé, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou que a estatal tem “processos bem avançados” para ampliar sua presença na costa africana, via leilão ou compra de participação em ativos. Dentre os países que despertam interesse, citou Namíbia, Gana, Costa do Marfim e África do Sul, durante a Latam Energy Week 2026, no Rio de Janeiro.

Em fevereiro, a Petrobras anunciou a aquisição de uma fatia de 42,5% do bloco 2613, no offshore da Namíbia. A transação marca o retorno da companhia ao país, que concentra uma das atividades exploratórias mais aquecidas do mundo e possui evolução geológica similar à da costa sul-americana.

O sucesso exploratório na Namíbia foi um dos fatores que motivaram a petroleira a retomar o interesse na Bacia de Pelotas, no Sul do Brasil.

Desde 2023, a major fez aquisições em São Tomé e Príncipe e África do Sul, numa retomada dos investimentos no continente, de onde a empresa saiu em 2020 ao vender a PetroÁfrica por US$ 1,45 bilhão. A volta à Namíbia é parte de um movimento de reposicionamento no exterior, dentro de uma estratégia de diversificação de portfólio.

Com informações do Estadão

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