Theatro Circo presta tributo a Cesária Évora e a Cabo Verde

A Orquestra Cesária Évora sobe ao palco do Theatro Circo a 12 de Setembro. O colectivo que reúne vozes e músicos consagrados de Cabo Verde presta homenagem a Cesária Évora e à riqueza da música cabo-verdiana, num espectáculo que integra a 4.º edição do festival PARAÍSO.
A orquestra, criada para perpetuar a memória da herança musical deixada pela ‘diva dos Pés Descalços’, convida Braga a assistir a um espectáculo que celebra “a morna, a coladeira e o património sonoro que conquistou o mundo”.
A Orquestra reúne alguns dos músicos que acompanharam Cesária Évora ao longo da sua carreira internacional, assim como algumas das vozes cabo-verdianas contemporâneas de maior relevo. Os nomes são Elida Almeida, vencedora do Prix Découvertes RFI em 2014, uma das maiores embaixadoras da nova geração da música de Cabo Verde; Lucibela considerada pela crítica internacional uma das legítimas herdeiras da densidade vocal e sensibilidade de Cesária Évora; Ceuzany, ex-vocalista do prestigiado grupo Cordas do Sol, que se afirma como uma figura incontornável da música cabo-verdiana moderna; e Teófilo Chantre, histórico compositor e intérprete, cujo trajecto se cruza profundamente com o de Cesária Évora, tendo assinado alguns dos temas mais emblemáti- cos do repertório da cantora (como ‘Sodade’ ou ‘Descontentamento’).
Cesária Évora e a sua orquestra traçam um caminho de destaque além-fronteiras com digressões mundiais, prémios (como o grammy awards 2004) e elogios da crítica internacional. Cesária colocou Cabo verde na capa do ‘World Music’.
A apresentação musical encerra o festival que tem como mote ‘Passado e Futuro na Afrodescendência’, integrado nas celebrações dos 30 Anos da CPLP. O programa multidisclipinar inclui conversas e debates curados pela BANTUMEN e pelo projecto CONCILIARE, a exibição do filme Si Destinu de Vanessa Fernandes mediado por Kitty Furtado, a introdução do Manual Antirracista para as Artes e Educa- ção pela União Negra das Artes, um workshop de Kizomba dinamizado por Eddie Folige e um almoço comunitário organizado pela Chef cabo-verdiana Ana Teresa Correia com a participação do DJ angolano Chipula.


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