JPP acusou ontem o GR de não ter enviado apoio para as vítimas dos sismos da Venezuela | Funchal Notícias | Notícias da Madeira – Informação de todos para todos!
Élvio Sousa acusou ontem o Governo Regional de ainda não ter concretizado os 150 mil euros prometidos para apoiar as vítimas dos sismos na Venezuela. O secretário-geral do Juntos pelo Povo (JPP) afirmou que, quase dois meses depois da garantia dada por Miguel Albuquerque, “nem um euro” chegou às instituições no terreno e considera a situação “uma tremenda falta de consideração e de credibilidade” para com a comunidade luso-venezuelana.
“Esta semana falei com os responsáveis de várias instituições venezuelanas e com a nossa representação das comunidades em Caracas, que nos confirmaram que a promessa do Governo Regional da Madeira, de apoiar com 150 mil euros, ainda não se concretizou!”, afirmou Élvio Sousa ontem de manhã.
O líder da oposição considera que “é lamentável esta falta de palavra e de compromisso por parte do Governo Regional da MadeirA”, sobretudo tendo em conta “as diligências de celeridade e rapidez que a situação deveria despoletar”.
Élvio Sousa diz que Miguel Albuquerque “garantiu, a 10 de julho de 2026, que havia libertado a verba de 150 mil euros para apoio social às vítimas dos sismos na Venezuela” e que admitiu, entretanto, “reforçar esse apoio, consoante as necessidades identificadas no terreno”.
“Quase dois meses depois, nem um euro!”, acusa.
“Nem os 150 mil euros, nem o complemento que considerava. Uma vergonha! Uma tremenda falta de consideração e de credibilidade para com a nossa comunidade luso-venezuelana!”, afirma o secretário-geral do JPP.
Para o líder do maior partido da oposição, “os apoios devem ser céleres”, lembrando experiências anteriores enquanto desempenhou funções executivas na autarquia de Gaula, nomeadamente na sequência da grande aluvião de 20 de fevereiro e dos incêndios de 2012.
“Já passei por isso, quando desempenhei funções executivas na autarquia de Gaula, confrontado com a grande aluvião de 20 de fevereiro e os incêndios de 2012. Se estivesse à espera das promessas dos governos da altura, Regional e da República, não haveria nem uma casa recuperada!”, recorda.
O deputado do JPP critica ainda o que considera ter sido, na altura, um desfile de responsáveis políticos e representantes de instituições em Gaula.
“Durante o rescaldo, vieram em desfile a Gaula, presidentes de partidos, de câmara, de governo, de associações de caridade. Fizeram promessas e mais promessas, e até hoje nem um colchão ou saco de cimento”, afirma.
Élvio Sousa destaca, contudo, o papel da população e do voluntariado na recuperação das habitações afectadas pelos incêndios.
“Um mês depois dos incêndios, e com ajuda cívica e voluntária de um “exército” de bem-aventurados, tivemos a primeira casa recuperada, aos olhos de todos”, recorda.
O secretário-geral do JPP recorre ainda a um ditado popular para reforçar a crítica à demora na concretização dos apoios: “A sabedoria popular passou de geração em geração, o ditado “Quem é fácil em prometer, é fácil em dever!” Com toda a razão.”
Élvio Sousa considera, por fim, que a situação está a ter consequências não apenas para as famílias afetadas, mas também para a credibilidade das instituições regionais.
“A falta de humanismo e de responsabilidade institucional que esta situação cria levanta a perda de credibilidade dos membros do Governo Regional da Madeira, de eficácia na execução das promessas e agrava a situação social das famílias vulneráveis que continuam sem resposta para as necessidades básicas”, conclui.
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