Empresa santomense expõe melhor chocolate do mundo na FILDA 2026 e espera aceitação do mercado angolano

Pela primeira vez, a empresa Kennyson, detentora da marca Diogo Vaz focada na produção de cacau e chocolate em São Tomé e Príncipe, participa na 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA), onde apresenta uma diversidade de chocolates premium.

Do grão de cacau à barra de chocolate, a Diogo Vaz oferece chocolates excepcionais com sabores e aromas únicos. Localizada em África, no coração da Ilha de São Tomé, a Roça Diogo Vaz produz o seu cacau orgânico, respeitando o meio ambiente e valorizando a população.

Em entrevista à Forbes África Lusófona, Adilson do Nascimento, director-geral adjunto da empresa Kennyson, destacou que nesta edição daquela que é considerada a maior bolsa de negócios de Angola apresentam o chocolate gourmet, considerado como luxo por cacau raro, ingredientes puros e produção artesanal refinada.

Fruto da alta qualidade do chocolate produzido, o responsável recordou que, em 2023, conquistaram o prémio de melhor chocolate do mundo na edição 2023 do Salão do Chocolate de Paris, numa disputa que reuniu 230 expositores e contou com representantes de 38 países.

Além chegar ao mercado português e francês, Adilson do Nascimento avançou que, actualmente, o chocolate Diogo Vaz começou a ser consumido em Cabo Verde no início de 2025.

“Exportamos regularmente para o mercado cabo-verdiano. Tem uma óptima aceitação, assim como esperamos que o mercado angolano também comece a adquirir os nossos chocolatesˮ, manifestou.

O responsável salientou que “faz falta ao mercado angolano um produto como o chocolate que produzimos, sobretudo pela orrige, somos países irmãos. Já consumimos alguns produtos angolanos, esperamos estar em Angola até ao final deste anoˮ.

Este ano, segundo avançou, a empresa está a apostar nos equipamentos da fábrica e na nova tecnologia, para facilitar o processo do cacau.

“Neste momento, temos uma capacidade de produção de 100 toneladas de chocolate por ano, mas já estamos na fase de expansão com uma segunda unidade de transformação para chegarmos 300 toneladasˮ, reforçou.

Após a sua remodelação em 2014, Roça Diogo Vaz recebeu a certificação de agricultura Biológica, respeitando sua herança e know-how ancestral. A roça Diogo Vaz é uma das mais antigas da ilha, e conta com investimentos em inovação em busca, sempre, da excelência.

Após a abolição da escravatura, São Tomé e Príncipe tornou-se, em 1910, no maior produtor mundial de cacau, com 35.000 toneladas. Pelo seu desenvolvimento histórico, este pequeno país africano é chamado de Ilha do Chocolate.

A história do chocolate Diogo Vaz começa em 2005, quando a família de Mariana Martin, de origem francesa, visitou a roça cuja história remonta a 1880 e decidiu reabilitar a plantação e a casa colonial em 2010 e oito anos depois começou a produção do chocolate Diogo Vaz.

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