“Os termos de referência e o regulamento que vai reger a escolha do candidato presidencial [do Anamola] às eleições nacionais será definido pela Convenção e/ou Conselho Nacional. Mas em termos pessoais, demonstro disponibilidade incondicional, se assim os membros o quiserem”, disse Venâncio Mondlane, candidato presidencial nas eleições de 2024, questionado pela Lusa sobre os obejtivos em concorrer à liderança do partido.
Cerca de 400 delegados do Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) elegem, em 21 de junho, em Nampula, o presidente do partido, atualmente liderado interinamente por Venâncio Mondlane, tendo o processo de submissão de candidaturas arrancado no dia 01 de junho.
Venâncio Mondlane formalizou a candidatura à liderança do Anamola em 02 de junho e defende agora que outros candidatos devem também avançar: “Claro que seria melhor, mais competitivo, mais dinâmico, mais inspirador e mais desafiador. Tudo isso traz valor acrescentado à democracia e ativa um espírito sempre inconformado na busca de permanente superação, como é, aliás, o meu”.
O processo eleitoral interno integra a agenda da primeira Convenção Nacional do partido – fundado e lançado em agosto por Venâncio Mondlane, principal contestatário da governação em Moçambique -, que vai decorrer de 20 a 22 de junho, na província de Nampula, norte do país.
A Convenção Nacional da Anamola é o mais alto fórum político, organizacional e deliberativo do partido, reunindo dirigentes, membros, delegados e convidados nacionais e internacionais para debater, definir e aprovar as principais orientações políticas, estratégicas e institucionais da organização.
No primeiro dia da convenção, que vai contar com cerca de 400 delegados com direito a voto, além de 50 convidados nacionais e internacionais, será realizada a abertura pública e oficial do evento, segundo informação do partido.
No dia 21 serão apresentados e debatidos vários temas estruturantes relacionados com a política, a economia e a cultura de Moçambique e do mundo, bem como as perspetivas do partido para o futuro, contando com a participação de vários oradores nacionais e internacionais, seguindo-se os processos eleitorais internos, nomeadamente a eleição do líder do partido, dos membros do Conselho Nacional e da Comissão Executiva do partido.
Serão igualmente ratificadas as nomeações dos presidentes dos conselhos nacionais de jurisdição e de fiscalização, e dos membros da comissão de ética.
Moçambique deverá realizar eleições autárquicas em 2028 e gerais em 2029.
As eleições gerais de 09 de outubro de 2024 em Moçambique ficaram marcadas pelos cinco meses de protestos e contestação – convocados por Venâncio Mondlane – aos resultados e ao processo eleitoral, em que morreram mais de 400 pessoas em confrontos com a polícia, além da destruição e saque de empresas e instituições públicas.
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