No programa, o comentarista lembrou que o trabalho de Bielsa no Uruguai começou com um recorte oposto ao desfecho da Copa: uma atuação marcante contra o Brasil em 2023, em Montevidéu, jogo em que Neymar se machucou.
O Uruguai fez uma partida em 2023 contra o Brasil – foi o jogo que o Neymar se machucou em Montevidéu – exuberante. Tomou um chocolate do Uruguai e era fantástico. E o desgaste em três anos leva a essa ‘rebelião’, que o Bielsa definiu assim.
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Renan Teixeira, que é ex-jogador, reforçou que a parte humana pesa tanto quanto a prancheta, especialmente em um torneio curto como a Copa do Mundo 2026. Para ele, sem adesão do elenco, a ideia de jogo não se sustenta.
Os melhores lugares que eu vivi, talvez o treinador entendesse menos de tática e entendesse muito mais do lidar com o ser humano, de transformar o ambiente num ambiente favorável para se trabalhar. Se ele não fizer 26 correr por ele, se matar por ele e remar para o mesmo lado, esquece.
Renan Teixeira
Samir Carvalho foi além ao criticar a decisão de tirar Muslera no intervalo, entendendo que a medida expôs o goleiro e pode ter aprofundado a crise interna. Ele disse que só uma questão extraordinária explicaria a troca naquele momento.
Acho que só isso explicaria o fato de ele não voltar para a segunda etapa. Tudo bem, claro que ele não foi bem tecnicamente. Mas se não aconteceu nada e foi apenas uma decisão do Bielsa em tirar o seu goleiro titular depois de uma falha, é um ato até covarde de liderança por parte do Bielsa. E aí por essas e outras a gente vai entendendo por que é que ele perdeu o grupo até durante a competição, talvez até antes da Copa do Mundo.
Samir Carvalho
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