Uma jovem pesquisadora do Peru criou um cicatrizante natural para animais de estimação e prepara sua chegada ao mercado
Com apenas 24 anos, a médica veterinária peruana Lía Araujo Jondec desenvolveu um cicatrizante natural para curar lesões cutâneas superficiais em animais de companhia. Sua fórmula combina os benefícios do tanchagem, babosa, arnica e chupasangue, plantas reconhecidas por suas propriedades regenerativas, anti-inflamatórias e analgésicas.
A iniciativa nasceu como projeto de tese na Universidade Científica do Sul, com o objetivo de oferecer uma alternativa ecológica frente ao uso excessivo de antibióticos em animais de estimação.
A inovação científica
A proposta consiste em fundir quatro espécies vegetais em um único unguento para maximizar seus benefícios terapêuticos.
- Babosa: cicatrizante e regeneradora.
- Tanchagem: anti-inflamatório natural.
- Arnica: analgésica e curativa.
- Chupasangue: favorece a regeneração de tecidos.
O produto está desenhado para atender cortes de pouca gravidade e não substitui a atenção veterinária em casos severos ou infectados.
Fase experimental
Em sua etapa inicial, o composto foi avaliado durante três semanas em roedores albinos, com monitoramento contínuo. Os resultados mostraram ausência de efeitos secundários e evolução favorável das lesões.
O próximo passo será validar a fórmula em cães, gatos e espécies exóticas, com ensaios clínicos em colaboração com a Universidade Científica do Sul.
Reconhecimento internacional
O projeto foi apresentado na Exposição Internacional de Mulheres Inventoras da Coreia (KIWIE 2026), realizada em Seul de 16 a 18 de julho. Lá obteve a medalha de ouro, destacando-se entre 452 patentes de 19 países. O júri ressaltou o uso veterinário da babosa, muito valorizada no mercado asiático por sua aplicação em cosmética e saúde natural.
A delegação peruana liderou o evento com 306 iniciativas, apoiadas pela Associação de Mulheres Inventoras da Coreia, o Escritório Sul-coreano de Propriedade Intelectual e a Organização Mundial da Propriedade Intelectual.
Caminho para o mercado
A equipe de Araujo trabalha na transição do protótipo para um produto comercial. Esta fase implica:
- Padronização da fórmula.
- Ensaios clínicos em animais de estimação e espécies exóticas.
- Tramitação de registros sanitários locais.
Embora ainda não existam destinos de exportação confirmados, a Ásia aparece como o mercado com maior potencial, dado o interesse por insumos naturais como a babosa.
O cicatrizante natural criado por Lía Araujo representa um avanço na medicina veterinária ecológica e um exemplo do talento jovem peruano.
Seu reconhecimento internacional abre a porta para a comercialização global, enquanto a fase de validação será chave para garantir segurança e efetividade em animais de companhia.
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