Telmo Cardoso, Iviagens: “A quatro horas de Portugal, o Senegal acaba por ser um destino próximo e isso agrada aos clientes”

A Iviagens, de Arruda dos Vinhos, aceitou o convite da Soltrópico para integrar a sua fam trip ao Senegal, tendo sido representada por Telmo Cardoso, que tinha já tido um primeiro encontro com este país africano. No entanto, como disse ao Turisver, a participação nesta viagem deu-lhe um conhecimento mais consistente sobre o destino.

Por Fernando Borges

Este não foi o teu primeiro encontro com o Senegal. Quando aconteceu esse primeiro encontro e que diferenças encontrou agora?

Estive no Senegal há cerca de um ano e meio, por altura da Páscoa, uma época em que estava menos calor. De resto, não encontrei muitas diferenças, até porque da primeira vez vim de férias e não visitei tantos lugares como agora, assim como não visitei hotéis, apenas conheci o Riu Baobab, que foi o hotel onde fiquei.

Então ter feito parte desta famtrip representa um conhecimento mais consistente do destino…?

Sem dúvida, ter vindo ajudou-me a conhecer outros hotéis, o que me permitirá adaptar o cliente ao próprio hotel, ou o inverso, adaptar o tipo de hotel ao tipo de cliente que nos procura, assim como me permitiu conhecer as excursões. Isso é uma grande ajuda para o nosso trabalho, pois dá-nos mais segurança ao nível daquilo que podemos propor ao cliente, para além de que os clientes gostam muito de escolher os destinos onde nós já estivemos, porque isso lhes dá uma maior confiança. Por isso, muitas vezes, quando nós vamos a um destino. acabamos por ter maior procura do mesmo, porque falamos dele de outra forma, transmitimos conhecimentos sobre aquilo que vivemos na primeira pessoa, e assim conseguimos aumentar as nossas vendas. 

Neste espaço de tempo entre as suas duas vindas ao Senegal, ou seja, no espaço de um ano e meio, tem havido uma maior procura?

Sim, sem dúvida. Posso dizer que nesse espaço de tempo as vendas para o Senegal, em termos percentuais, registaram um crescimento entre os 20% e os 30%.

Que tipo de clientes tem ido à sua agência interessado em vir para o Senegal para fazer as suas férias?

São geralmente clientes que vão à procura de um destino de praia diferente, que ainda não seja muito conhecido e que não seja muito distante, e como o Senegal está apenas a quatro horas de Portugal, acaba por ser um destino próximo e isso agrada aos clientes. Também há os clientes que vão à procura de um destino de sol mas tranquilo, em especial aqueles clientes que já estiveram em Cabo Verde e querem um destino que ofereça condições idênticas em termos de oferta hoteleira e que tenha algumas características comuns.

Durante estes dias realizámos alguns tours que poderá propor aos seus clientes, pelo conhecimento adquirido. Quais são aqueles que considera obrigatório o cliente fazer?

Sem dúvida o safári na reserva natural de Bandia, que é uma boa experiência sobretudo para quem nunca fez um safári. Trata-se de uma reserva onde se encontram algumas das mais emblemáticas espécies da fauna herbívora africana em plena liberdade, o que obriga a ir à sua procura num veículo todo-o-terreno, oferecendo assim algum do espírito do que é realizar um safári. Já em termos do interesse em termos culturais e históricos, é obrigatório visitar a Ilha de Gorée.

“Penso que a língua é o principal problema para os turistas portugueses, pois o francês é no Senegal a língua oficial e em Portugal não há muito a cultura desta língua”

Visitámos também diversas unidades hoteleiras. Quais são as que vai propor aos seus clientes?

O Royal Horizon Baobab, um all-inclusive de quatro estrelas muito bem conseguido e que pela sua localização, em cima da praia, e pela distribuição dos seus bungalows, erguidos entre jardins e palmeiras oferece uma atmosfera africana. E, claro, também o Riu Baobab, um all-inclusive familiar de cinco estrelas, que na minha opinião é aquele que vai mais ao encontro do gosto dos portugueses, porque pertence à cadeia RIU que já lhes é familiar em termos de infraestruturas, serviços, entretenimento, gastronomia…. Pessoalmente, gostei muito do Africa Queen, um hotel mais pequeno e com muito charme, mais direcionado para casais e para quem procura mais tranquilidade, e que me surpreendeu.

No que se refere diretamente ao destino, que insuficiências encontrou no Senegal em termos turísticos?

Penso que a língua é o principal problema para os turistas portugueses, pois o francês é no Senegal a língua oficial e em Portugal não há muito a cultura desta língua. O inglês ainda não é muito falado aqui, tendo que haver, na minha opinião, um maior cuidado, tanto pela parte da hotelaria como dos serviços de excursões para que quando o cliente português aqui chega se sinta mais confortável. Além disso, penso ser desejável que, com o aumento de turistas portugueses, seja feito um esforço para que haja mais profissionais a falar português, ou pelo menos espanhol, porque esta é uma língua que não é estranha aos portugueses, é uma língua mais familiar e de mais fácil entendimento para nós, portugueses.

O Turisver esteve no Senegal a convite da Soltrópico, operador turístico do Grupo Newtour

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